O tenista mais completo da atualidade: Novak Djokovic

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Um nome estranho, uma cara de "marrento" e uma paixão adormecida da minha infância pelo esporte. Quando conheci Djokovic, em meados de 2012, ele tinha acabado de vencer as semi finais do australian open contra o britânico Andy Murray. Foi uma bela vitória, mas eu ainda nem fazia ideia da quantidade de talento que esse cara tinha.

Acompanhei os diversos torneios que ele passou: os atp's 500, os masters 1000 da vida, os grand slams, e minha torcida por esse cara só aumentava. Comecei a praticar o esporte graças a paixão pelo sérvio, foram momentos incríveis de aprendizado e vários puxões de orelha, pois o talento que era inexistente em minha vida meu ídolo tinha de sobra. Na minha curta passagem pelo tênis pude aprender com meu grande professor que o tênis é 50% físico e 50% mente. Djokovic nunca foi totalmente completo, já que a mente era sua pior inimiga.

O tênis que comecei a gostar desde que via o Guga no saibro, voltou à tona ao ver Novak Djokovic em cada uma de suas partidas. A persistência, a habilidade e a falta de paciência sempre o acompanharam. A última, sempre foi um grande inimigo do craque, diversas vezes o vi perder a cabeça, a raquete (literalmente) e o jogo por uma simples irritação ou desagrado durante a partida. Vi Djokovic chegando ao número 1 do ranking, conquistando os mais diversos torneios e grand slans, mas um não chegava: o Roland Garros.  

Durante 4 anos consecutivos acompanhei esse atleta, vi seu avanços, a persistência de alguns erros e o sonho que o perseguiu desde o inicio de sua carreira: o de ser campeão do Roland Garros. Assisti aflita todos os "quases" de Djokovic nas finais do torneio francês. Foram 4 anos seguidos sendo vice nesse grand slam. "Não era uma boa fase", "Foi aquela maldita desatenção", "Nadal estava melhor hoje", "Foi o cansaço dos jogos anteriores", eu pensava e tentava justificar as diversas vezes que o meu tenista favorito ficou bem perto do título que tanto almejava e não conseguia o título.

Hoje, 5 de junho de 2016, pude contemplar a vitória mais que merecida do único grand slam que faltava pra coleção do sérvio. Andy Murray começou melhor, ganhou o primeiro set e quase perdi a esperança, pensei que novamente seria mais um quase, mas o número 1 do mundo não. Djokovic ergueu a cabeça, buscou diminuir os erros, consertar as falhas, ir além do seu pior adversário: ele mesmo. Novak, diferentemente das outras vezes, não perdeu a paciência, não desistiu, e a cada ponto eu via que a esperança aumentava na mesma proporção que o nervosismo. A mente se tornou uma aliada de Djoko.

Foram anos difíceis, onde a meta não se concretizava. Todo um ano de preparação ia por água a baixo por poucos segundos de desatenção. Djokovic não perdeu a cabeça, acordou na partida, comemorou seus pontos e viu que tudo estava nas suas mãos. Foram essas mãos, num belíssimo e forte forehand que dificultou a vida de Murray, incapacitando de planejar sua jogada, de rebater a força e a habilidade do sérvio, que fez com que o ponto decisivo chegasse. A alma foi lavada. Os sonhos, que outrora foram verdadeiros pesadelos, viraram finalmente realidade. Os quatro últimos grandes torneios de tênis têm um só dono: Novak Djokovic, o tenista mais completo da atualidade. Parabéns campeão!

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