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Imagine um amor. Um amor devastador. Daqueles que parece um furacão, impossível de esquecer. Pensou? Essa é a história de amor da encantadora Lavínia e do fotógrafo Cauby. Em “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, de Marçal Aquino, somos transportados para o interior do Pará e nos deparamos com uma narrativa repleta de paixão, erotismo e bastante envolvente.  

Confesso que já tinha escutado coisas muito positivas a respeito do autor, escritor, jornalista e roteirista brasileiro, mas o que me fisgou nesta obra com certeza foi o título sugestivo. É impossível não associar essa frase às pessoas perdidamente apaixonadas. “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios” foi escrito em 2005 e adaptado para o cinema em 2012. 

Cauby narra ao longo do livro sua história com Lavínia, uma mulher sedutora e casada com um pastor. Conhecemos sua história tão de perto e tão profundamente, que ela passa a ser o centro de toda a narrativa, assim como na vida do fotógrafo.


  • Capa comum: 232 páginas;
  • Editora: Companhia das Letras;
  • Autor: Marçal Aquino
A escrita do livro tem uma beleza e um quê de originalidade sem igual. Apesar dos diálogos não serem identificados pelo travessão, a leitura ocorre de uma maneira tão fluida que é impossível se perder nas palavras. Por vezes os diálogos do passado e presente se misturam, mas sem embaralhar a mente do leitor. As frases possuem imensa coesão sem precisar de item conectivo. Parece poesia. 

As palavras escolhidas, os sinônimos presentes, as citações em cada página são sensacionais. Os personagens são tão marcantes e com personalidades tão características, o ritmo da história é tão envolvente e instigante, que as páginas são devoradas sem ao menos o leitor se dar conta. 


Como se já não bastasse toda a riqueza da obra, ainda somos apresentados ao professor filósofo Schianberg, criado por Aquino e que é citado inúmeras vezes ao longo da história. As citações desse professor se encaixam na narrativa de maneira tão certeira, na tentativa de explicar loucuras da vida e os atos das pessoas apaixonadas.

“Retomo o livro e leio mais um trecho grifado: o professor Schianberg diz que a natureza do amor, de não nos permitir escolher por quem nos apaixonamos, é uma rota que pode conduzir à ruína. Entendo por que Schianberg escreveu isso. E dou razão a ele. Alguns amores levam à ruína. Eu soube disso desde a primeira vez em que Lavínia entrou na minha casa.” 

Este é um livro para ser devorado. Um livro que mistura as mais diversas emoções e sentimentos. O amor e sua intensidade são muito bem apresentados na obra. Vale a pena a leitura!
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Jornalista. Blogueira desde 2011. Metade de mim é amor, a outra metade é fluminense, séries e los hermanos. Se você gosta disso, de indicações de filmes, livros e muito mais, esse é o lugar certo.

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