Texto: A antonímia do querer

14:07


Era calmaria, agora inquietação. É uma mistura de ansiosidade com temor. É um bem querer sem saber como se pode querer algo tanto. É um frio na barriga. Um medo de perder. Uma vontade de fazer dos teus abraços meu lar. É a pulsação acelerada, juntamente com suspiros ofegantes a cada dois segundos. É pensar em você e acreditar que nenhuma pessoa no mundo inteiro poderia me deixar assim. O miserável receio de não ser suficiente, Um medo de me entregar demais, de amar demais, de querer demais. Você é como um tornado, mesmo sem querer, mesmo sem saber. Eu, apenas uma brisa no meio dessa confusão. A sensação de não poder fazer nada e, infelizmente, estar esgotada em suas mãos. Só te peço que não me deixes assim, sem rumo, sem direção. Não me faças sonhar com você e logo em seguida tudo ser em vão. Me faça um favor, me pegue por inteira, todavia não me esqueça na rua chamada ilusão.

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