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Existem coisas em nossa vida que não escolhemos, elas simplismente chegam e a gente já não sabe mais como conseguia viver sem aquilo. Nossa banda favorita não foi uma procura ávida no meio de inúmeras bandas, suas músicas simplismente encantam e você não cansa de ouvi-las, por exemplo. Assim aconteceu comigo em relação aos filmes. Toda vez que eu via um filme de Pedro Almodóvar sabia que não seria o último, pois a sensação que ficava do término dele era de uma sede insaciável por mais obras do diretor. Por isso, neste post quero apresentar para vocês meus 4 filmes preferidos do cineasta espanhol, conhecido por seus longas dramáticos, extravagantes e suas cores marcantes. Além disso, a importância da mulher e a quebra de tabus estão presentes na maioria de suas obras. Vale a pena conferir!

A pele que habito



Este é, sem dúvidas, o mais conhecido filme do cineasta espanhol. Desde que perdeu sua esposa, o cirugião Robert Ledgard se dedica a construir a pele perfeita, capaz de resistir à dor. Embora negue, ele está tentando recriar a sua mulher por meio da ciência. A Pele que Habito é um filme angustiante, com doses de terror e violência física e psicológica. Repleto de enigmas que vão sendo desvendados, o roteiro é um verdadeiro quebra-cabeça muito bem construído que deixa o telespectador boquiaberto ao final do filme. Para quem gosta de filmes que chocam, essa é uma excelente pedida!

Fale com ela
 


Já falei aqui no blog sobre esse filme. Visto por muitos como o melhor filme de Almodóvar, o longa de 2002, conta a história de Benigno, um enfermeiro que se apaixona por Alicia, uma moça que faz ballet em uma academia em frente ao seu apartamento. Entretanto, um acidente faz com que Alicia fique em coma, e se interne no hospital no qual Benigno trabalha, tornando-se assim o responsável pelos cuidados da bailarina.  A delicadeza, o sentimento e a compaixão estão envolvidas nesse drama, do mesmo modo que questões morais são exploradas e debatidas, atingindo em cheio seu telespectador. É um filme de tocar à alma!

Julieta



A obra mais recente do espanhol conta a história de uma mulher de meia idade que está prestes a se mudar de Madri para Portugal, mas ao ver uma antiga amiga de sua filha Antía, resolve ficar e relembra o passado entre as duas ao escrever uma carta. A trama traz sua protagonista vivida por duas atrizes para representar fases distintas de sua vida. "Julieta" me fez enxergar através de sua história algumas das angústias do ser humano, a culpa, o passado e arrependimentos. Se quiser conhecer mais sobre o filme é só clicar aqui.

Tudo sobre minha mãe



O 13º filme de Pedro Almodóvar tem início quando Esteban, um jovem de 17 anos, está escrevendo uma história chamada Tudo Sobre Minha Mãe. No dia do seu aniversário, sua mãe ia falar tudo sobre o pai do rapaz, que até então ele não conhecia. Mas um acidente impede que isso aconteça, e a mãe de Esteban decide partir atrás do pai de seu filho. A narrativa parece mais uma novela, repleta de personagens e de uma história dramática. Temas que ainda hoje são tratados como tabus são apresentados com grande naturalidade. Uma obra repleta de reflexões!

Espero que gostem das indicações. Já viram algum desses? me contem nos comentários!
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Cá estou para falar sobre mais um filme de Pedro Almodóvar. Quem me conhece, sabe que sou encantada pelo modo como esse cineasta conduz suas obras. Elas conseguem tocar no âmago da alma do ser humano de uma maneira ímpar. E se os demais filmes já me tocaram de maneira particular, "Fale com ela" conseguiu isso e um pouco mais. Ele é visto por muitos como o melhor filme do cineasta espanhol. Contudo, sou incapaz de dizer qual diamante é mais precioso do que o outro, já que sou encantada de maneira especial por cada um.

O longa-metragem de 2002, conta a história de Benigno, um enfermeiro que se apaixona por Alicia, uma moça que faz ballet em uma academia em frente ao seu apartamento. Entretanto, um acidente faz com que  Alicia fique em coma, e se interne no hospital no qual Benigno trabalha, tornando-se assim o responsável pelos cuidados da bailarina. Benigno cuida de sua paciente com um cuidado acima do normal, ele a massageia, corta seus cabelos, e de uma maneira especial conversa todos os dias com ela.


Paralelamente conhecemos a história de Marco, um jornalista que se apaixona por Lydia, uma toureira. Em uma tarde, Lydia é atingida por um touro e entra em estado de coma. Marcos vira seu acompanhante e assim conhece Benigno. Logo, Benigno e Marco constroem uma amizade que nasce de algo em comum: o amor que ambos têm por mulheres que estão em coma.

Apesar de ser um filme que traz o amor à tona, esse se torna um elemento transformador. A delicadeza, o sentimento e a compaixão estão envolvidas nesse drama, do mesmo modo que questões morais são exploradas e debatidas, atingindo em cheio seu telespectador. Não só a mente, mas a alma de quem vê esse filme são tocadas de uma maneira que causa bastante impacto. A reflexão é uma das características das obras desse diretor.


A beleza desse filme e seu roteiro são tão impactantes que renderam alguns prêmios, como é o caso da conquista do oscar de 2013 com o prêmio de melhor roteiro original, e também o prêmio de melhor filme estrangeiro do globo de ouro do mesmo ano. 

Com personagens conturbados, repleto de incidentes e coincidências, essa é uma verdadeira obra de arte composta por uma mescla de dança clássica e contemporânea, cinema mudo, e uma trilha sonora que conta com Elis Regina e Caetano Veloso. De tocar a alma!
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Julietta é um daqueles filmes que só de ouvir falar você já sente uma enorme vontade de assistir. Confesso que não curto muito ir pra estreias de filme no cinema por conta do tumulto e sessões lotadas, mas dessa vez foi diferente. Valeu a pena tirar um dia para ver o mais novo filme do meu cineasta favorito: Pedro Almodóvar. Sou encantada por cada filme dele, e dessa vez fui com as melhores expectativas, já que seria a primeira vez que veria nas salas de cinema uma produção do meu espanhol favorito.

A mais nova obra de Almodóvar conta a história de uma mulher de meia idade que está prestes a se mudar de Madri para Portugal, mas ao ver uma antiga amiga de sua filha Antía, resolve ficar e relembra o passado entre as duas ao escrever uma carta. Sendo uma adaptação de contos da canadense Alice Munro, a trama traz sua protagonista vivida por duas atrizes para representar fases distintas de sua vida. Adriana Ugarte representa a Julieta jovem, enquanto que Emma Suárez interpreta a Julieta de 50 anos.


O amor de mãe é muito bem retratado nesse filme. Julietta é uma mulher deprimida, angustiada e que procura nos seus erros encontrar uma maneira para de redimir. A história por traz da personagem é impactante e imprevisível, presa em um presente de arrependimentos e um passado que deseja modificar.

O modo como ocorre o desenrolar dos filmes do espanhol é encantador. A história começa de uma certa maneira e com o passar do tempo as coisas vão se encaixando de modo majestoso. Uma narrativa cheia de detalhes que prendem o telespectador e uma onda de expectativa que surge a cada cena. Me senti submersa em cada trecho, como se estivesse vivendo aquela história juntamente com a protagonista.


Apesar de não se fazer presente a ousadia típica desse cineasta, tudo ocorre de maneira muito intensa, desde o contexto, seu inicio e fim, até a sua fotografia, essa que possui cores fortes e vibrantes que se encaixam perfeitamente com sua história, já que as cores exuberantes contrastam com o enrendo sombrio e frio presente no longa. A atuação nesse filme é outro ponto a se destacar. O papel de Julietta parece ter sido feito exclusivamente para Emma Suárez, que demonstrou muita veemência em sua atuação.

A maneira como a mulher é retratada não só nesse filme, mas nas demais obras de Almodóvar, é fascinante. Ele consegue trazer à tona os mais diversos sentimentos que as mulheres carregam dentro de si. Suas personagens são donas de personalidades marcantes e histórias comoventes, que conseguem prender do início ao fim aquele que assiste. "Julietta" me fez enxergar através de sua história algumas das angústias do ser humano, a culpa, o passado e arrependimentos.


Já viram? Recomendo!
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Jornalista. Blogueira desde 2011. Metade de mim é amor, a outra metade é fluminense, séries e los hermanos. Se você gosta disso, de indicações de filmes, livros e muito mais, esse é o lugar certo.

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