
Ano passado foi um ano e tanto! Aconteceram tantas coisas que já estamos no ano seguinte e ainda não consigo distinguir o que aconteceu antes ou agora. Enfim, para quem não sabe estou encerrando o ciclo da minha graduação em jornalismo no meio de 2019. Foram tantas emoções que não sei explicar muito bem o que estou sentindo, é meio que um misto de ansiedade e medo do que está por vir. Mas acho que é isso mesmo que fechar ciclos traz na gente. Parece que foi ontem que deixei amigos, família e minha cidade pra vir em busca do meu sonho e estamos quase lá.
Na grade da minha universidade, o Trabalho de Conclusão de Curso de jornalismo fica alocado no 9º período (o último). No entanto, por motivos maiores, precisei adiantar o trabalho para o semestre anterior. Nem preciso explicar que foi uma correria e tanto, né? O que era pra ser feito em 6 meses, teve que se reduzir a 4, contando definição do tema e metodologia, pré-projeto, construção do produto, relatório e apresentação. O projeto consistia na produção de um livro reportagem sobre a adoção no nosso estado.
Resolvi fazer o trabalho final com minha melhor amiga da graduação, pois tínhamos ideias bem parecidas, fizemos atividades em dupla o curso inteiro e nos identificávamos com a temática escolhida. Mesmo com uma pessoa maravilhosa ao meu lado, foram dias e noites de muito estresse, correria e foi necessário ter muita paciência para que o trabalho não desandasse no meio do caminho. O lado negativo de se ter uma dupla é que apesar de ser um único produto, era necessário fazer dois relatórios e dois pré-projetos, ou seja, mais tarefas. O lado bom é que alguém vai estar sempre motivando o outro a não desistir ou procrastinar. Isso foi essencial!
Escrever "Elos e laços - um retrato da adoção no Rio Grande do Norte" nos possibilitou conhecer um pouco mais das várias vertentes presentes no ato de adotar. Conversamos com cerca de 16 pessoas e sentimos um pouco do que elas sentem com a adoção. A sensação foi tão incrível quanto tirar a nota máxima no TCC de jornalismo (e tiramos). Estudamos muito sobre o assunto, entrevistamos a parte técnica e jurídica do processo, fizemos o levantamento de dados, participamos do curso de adoção e conhecemos crianças que sonham com uma família.
A realização desse trabalho nos fez conhecer um lado da adoção que muita gente ainda desconhece. Existem milhares de crianças e adolescentes em busca de uma família, mas o número de pessoas que querem adotar supera o número de crianças aptas para a adoção, ou seja, todas as pessoas que precisam de uma família poderiam ter um lar se não fosse o perfil estipulado pelos pretendentes (a maioria prefere bebês brancos do sexo feminino, enquanto que a realidade é a oposta). Por meio de capítulos, mostramos histórias de pessoas que sonham em adotar, que foram adotadas ou que passaram toda uma vida em instituições de acolhimento.
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