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Mais um livro do Gabo para conta! Dessa vez, uma de suas obras mais conhecidas. Numa época de casamentos arranjados, relacionamentos que sobreviviam por aparências, da eterna busca pelo prestígio social, nos deparamos com a história de Florentino Ariza e Fermina Daza, que se conheceram no tempo de mocidade e viveram um romance que durou pouco tempo, mas que resistiu às barreiras do tempo. 

Inspirado na história de amor dos seus pais, Gabriel García Márquez nos transporta, através do seu relato, para a América Latina do século XIX em uma história de longa espera. O romance traz a contextualização histórica de uma época repleta de preconceitos, doenças e guerra. Nele, conhecemos um amor ultra-romantizado, que mais parece um amor platônico, onde o reencontro das duas pessoas só ocorre após 50 anos. 

O telegrafista, violinista e poeta Florentino Ariza se apaixona por Fermina Daza, uma respeitável donzela de família. O pai da moça, descobrindo o possível romance, envia sua filha a uma viagem de um ano, na tentativa de fazê-la se esquecer de Florentino. A estratégia funciona. Fermina casa-se com outro homem, considerado um "bom partido". Diante disso, só resta a Florentino esperar ou esquecer. 


A expectativa para saber o final da história é um estímulo para continuar a leitura, que por vezes se torna chata e monótona. No entanto, conhecer os personagens e entender a importância deles para a narrativa, contribui para encontrar o que tem de mais interessante na história. 


“Era ainda jovem demais para saber que a memória do coração elimina as más lembranças e e enaltece as boas e que graças a esse artifício conseguimos suportar o passado.”


Para ser sincera gostei muito do livro. Mas esperava bem mais. É uma história bonita, mas que, ao meu ver, mais se assemelha com obsessão do que ao amor propriamente dito. Um amor utópico, no qual apenas um é realmente apaixonado e o outro segue sua vida normalmente. 

Gostam desse tipo de livro? Já conheciam?
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Essa é mais uma resenha de um livro de autoria de Gabriel García Márquez neste blog. Dessa vez, recebi de presente de aniversário uma das obras mais conhecidas do autor colombiano: Crônica de uma morte anunciada. Como já está claro no próprio título, esse livro trata de um assassinato. A morte de Santiago Nasar é relatada da primeira até a última página desse curto, mas intenso romance.

Santiago Nasar é acusado de tirar a virgindade de Ângela Vicário, uma moça que estava prestes a se casar. Após o casamento o assunto é colocado à tona e os irmãos de Ângela vão em busca de vingança. Todas as pessoas do povoado sabem que Santiago irá morrer, exceto o próprio, e ninguém teve coragem de contar a ele. A morte foi uma fatalidade? destino? poderia ter sido evitada? esses são alguns dos questionamentos que podem surgir ao decorrer do livro.

A narração de "crônica de uma morte anunciada" é em primeira pessoa e também traz à tona o relato jornalístico. As testemunhas que estiveram próximas de Santiago pouco antes do crime relatam o que viram e pouco a pouco as peças desse acontecimento vão se encaixando até que o leitor compreenda o que de fato aconteceu. Uma excelente crítica que nos faz refletir sobre a sociedade.



Esse livro me deixou bastante intrigada, pelo simples fato de sabermos o fim da história logo no começo do livro e mesmo assim continuar na expectativa para que algo de surpreendente acontecesse. Confesso que não sou muito fã de livros lineares, de atitudes e fatos preestabelecidos. Contudo, é justamente o desenrolar da história e as características marcantes dos personagens que formam a essência desse romance. Cada personagem é muito bem construído, de modo que, cada vez que vamos descobrindo um pouco mais de cada um, ficamos condicionados a não abandonar a história.

"Pela primeira vez dona de seu destino, Ângela Vicário descobriu entãoque o ódio e o amor são paixões recíprocas. (...)"

O modo como cada episódio se sucede é tão instigante que faz com que o mistério e o suspense caminhem lado a lado do leitor. O final, apesar de declarado, deixa margens para a imaginação e para o questionamento dos fatos que nos são entregues de bandeja. Terminei a leitura com a sensação que a história não se encerra por ali. Como de praxe pra quem já conhece as obras de Gabo, a maneira de narrar muitas vezes vale mais do que a história em si.

Já leram alguma obra do autor? Me contem nos comentários.
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Existem alguns livros que bato o olho e já quero ler. Há aqueles que eu fico com um certo receio da leitura. Mas alguns são tão aclamados que você sente uma enorme vontade de ler por causa das inúmeras indicações e bons comentários a respeito de uma obra. Essa última afirmação foi o que me fez ler "Memória de minhas putas tristes" do Gabriel García Márquez. Já tinham me recomendado a leitura do autor colombiano faz muito tempo, comecei me aventurando pela sua escrita em "Do amor e outros demônios", e resolvi começar outro exemplar do autor assim que ganhei de um amigo secreto.

Pra começo de conversa, "Memória de minhas putas tristes" é aquele livro que tem um título impactante e uma sinopse instigadora. Conhecemos um velho jornalista que ao completar 90 anos resolve se "presentear" com uma noite de amor com uma virgem. Esse senhor escreve crônicas e resenhas para um jornal, é ex-professor de gramática e vive sozinho num casarão que era de seus pais, já que nunca se casou e passou seus dias vivendo em busca de amores descartáveis, conhecendo diversas mulheres, até chegar a esta história de amor.


O escritor vive entre espetáculos teatrais, exposições de arte e às idas ao jornal. Uma rotina que acaba mudando ao encontrar no bordel uma menina de 14 anos que foi designada para uma noite de amor com ele.  Entretanto, o ato não foi consumado. Por não saber seu nome, a denominou de Delgadina. Após esse dia, O escritor virou outro. Mudou os hábitos, analisou mais a si próprio do que o mundo a sua volta. Apesar da diferença de idade, os dias descritos com Delgadina mais pareciam um romance de dois adolescentes, o primeiro amor, a beleza e a pureza dele, 

''Passei uma semana inteira sem tirar o macacão de mecânico nem de dia nem de noite, sem tomar banho, sem fazer a barba , sem escovar os dentes, porque o amor me mostrou tarde demais que a gente se arruma para alguém, se veste e se perfuma para alguém, e eu nunca tinha tido para quem. [...] '' (Pág. 93)

A descrição de Gabriel Garcia Márquez é envolvente. Por vezes me senti naquele cenário, e pude perceber o sentimento do seu protagonista em cada frase que lia, a amargura que seu personagem carrega dos dias e as lembranças que ficam não só em sua mente, mas em seu peito. Gabo descreve o amor e suas sutilezas de um modo sem igual. E nos sentimos imersos na historia de amor e todos os detalhes que fazem parte dele.


Narrado em primeira pessoa, García Márquez traz um tema polêmico com uma narração simples e envolvente, podemos por vezes confundir o que foi real ou ilusão no meio de suas memórias. Ao passar de cada página é possível reconhecer o medo do amor que seu personagem principal sente, como ele vai descobrindo a existência dele e se entregando a cada capítulo. Esse personagem, que não tem seu nome citado em momento algum, ganha a humanidade que lhe faltou enquanto temia o amor. Ao conhecer essa memória percebemos que o amor nos torna humanos, mesmo tentando resistir aos encantos dele por toda uma vida.

Já conheciam esse livro? O que acharam?
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Jornalista. Blogueira desde 2011. Metade de mim é amor, a outra metade é fluminense, séries e los hermanos. Se você gosta disso, de indicações de filmes, livros e muito mais, esse é o lugar certo.

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