Não se avexe!
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Talvez o amor seja isso mesmo: doses de felicidade, euforia e também de saudade.
É encontrar no outro um lar, mas também não ter receio de voar quando precisar.
Também é saber que tudo que emana deve ser verdadeiro, mas sempre conter muito respeito pelo que o outro é, foi e que um dia será.

O amor não precisa ser pra sempre pra ser amor
tampouco precisa de uma tragédia para chegar ao fim
Não precisa de um manual de instruções de como se comportar com a pessoa amada, mas deve ter uma série de atitudes que não se deve tomar.

Ele está nas pequenas coisas, nas manias do outro, nos lugares que já passaram e os planos que ainda sonham.
Talvez as coisas mudem, o tempo passe, as pessoas se distanciem e continue sendo amor, mesmo que esteja guardado como uma caixinha de música no fundo da gaveta. 
Ele continua ali, mesmo que sua essência não seja vivida como era diariamente.

Amor também é deixar ir.
Amor também é desistir.
Também é deixar o outro crescer e procurar sua felicidade, porque ela não deve ser resumida a uma pessoa só.
Não é prender, não é moldar, não é deixar em cima do altar. Isso pode ser outra coisa, só não é amor.
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Respiro futebol desde que me entendo por gente. A primeira música que ouvi com poucos dias de vida foi o hino do meu time do coração cantado por meu pai. Com 9 anos já acompanhava com afinco os campeonatos nacionais pela televisão. Com 12 comecei a treinar futsal com mais 5 meninas nos sábados pela manhã. Mas foi só com 16 que fui ver um jogo do time que torço pela primeira vez no estádio. Lá em casa somos 3 meninas, mas se tivéssemos nascido meninos teríamos nomes de jogadores de futebol. Nascemos mulheres e não tivemos jogadoras homenageadas nesse caso. Naquela época quem é que sabia que o futebol feminino existia? ou apoiava a modalidade? Até hoje, para muitos, o esporte de um modo geral, não é coisa de mulher.

Esse pensamento não surgiu do nada, ele foi instituído por uma cultura patriarcal e machista que reina em nossa sociedade. Os meninos são incentivados a praticar esportes, trabalhar e beber. Já as meninas, bem, as meninas são condicionadas a ficar em casa cuidando do lar, reproduzir e viver com seus sonhos guardados dentro do armário. Eu nunca fui conivente com essa ideia, mas não é nada fácil quebrar as regras de uma cultura que há séculos dita o que deve ser feito. Mas dar o primeiro passo é essencial. Logo, ver outras mulheres tendo domínio de suas vidas e fazendo coisas que antes só eram "permitidas" para homens nos dá um estímulo a mais.

Fruto desse pensamento conversador, as mulheres foram proibidas, durante muito tempo, de desempenharem diversas tarefas ou participarem de certas atividades. Levando para o lado esportivo, há 40 anos o futebol, no Brasil, ainda era considerado, por decreto, uma prática inapropriada para mulheres. O decreto-lei 3.199, assinado por Getúlio Vargas durante a ditadura do Estado Novo, afirmava que ”às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país”. A justificativa era de que a prática feria a chamada "natureza feminina". Já pensou!?


Enfim, toda essa contextualização foi motivada graças a copa do mundo feminina que aconteceu esse ano na França. Nessa edição 24 seleções participaram do maior evento esportivo no futebol feminino que aconteceu apenas 8 vezes durante toda a história. Para se ter uma ideia, a primeira edição da copa do mundo feminina foi realizada apenas em 1991. O torneio foi ignorado durante muitos anos não só por emissoras de televisão abertas e fechadas no Brasil, mas pelo público em geral. Hoje, as coisas são um pouquinho melhores, conseguimos ver os jogos da seleção brasileira feminina em TV aberta, mas muitas partidas ainda foram esquecidas e veiculadas apenas nas emissoras fechadas.

A disparidade entre futebol feminino e masculino começa desde a fundação das seleções em nosso país, pois a primeira seleção masculina foi criada em 1914, mas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) só montou um time feminino mais de 70 anos depois, em 1988. Se a discrepância fosse apenas no tempo seria menos ruim, mas os patrocínios e a diferença salarial são gritantes. A atleta Marta, por exemplo, é a maior ganhadora de prêmios de melhor jogadora de futebol de todos os tempos (6 vezes) e ainda assim ganha o equivalente a € 340 mil por temporada, enquanto Neymar (que nunca conquistou o prêmio), por exemplo, recebe € 91,5 milhões (R$ 396 milhões). Com isso, o salário de Marta é apenas 0,3% do rendimento anual do jogador.

Esse não é um post apenas sobre comparações ou indignação mas é, antes de tudo, um post sobre representatividade. É sobre olhar pra TV e ver mulheres sendo protagonistas de suas carreiras. Sobre se espelhar nas jogadoras que possuem garra e habilidade sem igual. É ainda sobre acreditar que um dia não vamos ouvir que futebol feminino é ruim porque mulher devia estar em casa lavando a louça. Ver mulheres ocupando lugares que por muito tempo foram proibidas, é algo que vai além das palavras, é um sentimento de força e persistência, de pertencimento, que reverbera em todas as meninas. É confirmar que podemos ser mais do que aquilo que nos impõem ou designam. É acreditar no nosso potencial e não deixar que ninguém nos menospreze por conta do gênero. Por isso é preciso sonhar, persistir, lutar e jogar como uma garota. Nós estamos juntas!

Gostam de futebol? O que acham das imposições de gênero? Me contem nos comentários.
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O êxito sempre foi algo instituído para que seguíssemos adiante com a sensação de plenitude. Passar no curso dos sonhos, encontrar a pessoa certa para compartilhar a vida ou conseguir aquela promoção no emprego são só alguns exemplos de como existe uma espécie de caminho pré-definido para a definição da felicidade. É como se quem fugisse do roteiro ou não alcançasse os objetivos designados pela sociedade não fosse digno de ser um vencedor. Essa ideia de felicidade roteirizada pode até fazer um pouco de sentido, mas nem tanto.
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Em uma certa idade da vida a gente idealiza tudo: maioridade, emprego dos sonhos, país para morar e até a pessoa perfeita. Com o passar do tempo e as experiências (na maioria das vezes) frustradas da vida, a gente vai se dando conta que a vida não é um mar de rosas e que as coisas estão longe de ser tudo aquilo que queremos. Se você ainda tem uma idealização exacerbada do que é viver eu tenho um conselho pra te dar. Assim como a teoria do geocentrismo foi derrubada há muito tempo, a teoria do umbiguismo também está aí para cair: a vida não gira entorno do seu umbigo.
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Um dia vou embora e só ficarão as lembranças de quem fui, do que disse, do que vivi. 
Dos sonhos, dos laços de amizade, de tudo que ainda tinha para conhecer.
Dos livros que nunca li, dos beijos que não dei, dos lugares que jamais pisarei. 
Os que ficaram, irão relembrar os momentos de felicidade, de como a vida é breve, de como precisamos viver como nunca. 
Vão achar meus cadernos antigos, as postagens de 2 meses atrás nas redes sociais, descobrirão coisas que apenas um nicho de conhecidos sabiam, histórias únicas, relembradas com imenso pesar. 
Rolarão as fotos da minha galeria do telefone e encontrarão momentos tão felizes que ninguém sequer imagina que um dia todos iremos partir. 
São sorrisos nas saídas com os amigos, nos momentos descontraídos com a família, nas fotos repletas de sentimentalismo com o amado. 
As lágrimas correrão pelo rosto ao lembrarem de quem um dia foi amiga da época da escola, conhecida de vista do trabalho, das amizades em comum ou apenas uma garota que morava na mesma cidade. 
Lembrarão que a vida pode ser boa, na maior parte das vezes dura, mas que ela um dia se esvai. 
A vida passa. 
Ficam os sorrisos, 
as palavras, 
ficam o sentimentos 
e as lembranças.
Ah, as lembranças! 
Enquanto existir vida as lembranças serão as únicas que nunca morrerão.
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Era mais um dia em que voltava cansada da rotina dupla de estágio, aulas até dez da noite e com trabalhos para fazer, quando desabafei: "não aguento mais essa rotina, quero que termine logo." De ímpeto, minha mãe que estava comigo nesse dia respondeu: "isso é só uma fase, filha. Logo vai passar". Tenho certeza de que se a gente acreditasse mais em frase de mãe muitos estragos e decepções mundo a fora seriam evitados. Porque, mais uma vez (pra variar), ela estava certa.

É assim e sempre foi assim. Os conselhos de mãe são certeiros. Falou é tiro e queda pra acontecer. Foi assim quando estava no ensino médio, na correria de me dividir entre dois turnos de aula, cursinho, trabalho de conclusão do técnico e mais um monte de coisa. Na época mamãe falou que ia passar tão rápido que eu nem ia me dar conta. E foi exatamente o que aconteceu. Hoje, quase quatro anos depois, sinto uma saudade absurda de tudo que vivi na época.

A rotina não é mais a mesma. Não levanto mais às 6h para ir para outra cidade encontrar os velhos amigos de turma, ficar no intervalo rindo da nossa própria desgraça ou fofocando das aulas anteriores. Não vai ter mais depois do almoço o momento em que todos ficávamos sentados no centro de convivência torcendo para que todo mundo fosse aprovado numa universidade e a correria acabasse (nem sabiamos que estava apenas começando). Dói mais ainda quando lembro da noite, que ficávamos até às 22h vendo aula de química, física, biologia e quando sobrava tempo íamos comer cachorro quente e tocar violão.

As coisas nunca mais serão as mesmas. Você pode tentar voltar para os mesmos lugares que um dia viveu momentos incríveis, mas nem todas as pessoas que fizeram parte daquilo contigo estarão lá, e se estiverem, não serão mais as mesmas pessoas de anos atrás. Você pode tentar reviver momentos, situações, mas nada jamais será do jeito que um dia já foi. E tudo fica ainda mais difícil quando se vira adulto. As responsabilidades triplicam, os amigos seguem rumos diferentes e é cada um por si.

Um dia tudo que se vive hoje será apenas saudade. Da mesma maneira que sua rotina anterior também já se tornou uma linda lembrança. As vezes (tipo agora) me sinto nostálgica com esse tipo de situação. Quando as recordações de tempos anteriores vem à tona é impossível não querer correr pro passado. Mas existe uma parte super positiva nisso tudo: a de valorizar e viver intensamente tudo que temos no agora. Viver como se não houvesse amanhã, aproveitar todos os momentos, se permitir ser feliz sem adiar momentos, sem guardar sentimentos. 

Por isso, se permita viver intensamente tudo que tem agora, pois o amanhã nem sabemos se virá. E a rotina? ah, ela vai existir. Mas também um dia virará saudade.
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Por volta dos 15/16 anos a gente quer mesmo é viver. Sem muitos planos ou sonhos, a vida é ali e agora. E pronto. Resolvido. Mas eu sempre fui uma menina muito sonhadora. Daquelas que passa horas imaginando se seria mais interessante morar num lugar frio, mas cheio de roteiros pra percorrer, ou num lugar quente, mas pertinho da família. Aos poucos as escolhas veem à tona e precisamos nos decidir. Porque até mesmo não tomar atitude nenhuma é uma forma de decisão. E logo eu, a mais indecisa do mundo, com ascendente em gêmeos, preciso escolher por mim. Já cantava los hermanos "Ora, se não sou eu, quem mais vai decidir o que é bom pra mim?"

Por ser muito sonhadora, eu já tinha uma espécie de futuro planejado: jornalismo, federal do meu Estado, formatura antes dos 22, independência financeira, pessoal e amorosa. Perfeito, né? A vida me mostrou que não é bem assim. O lugar em que estou hoje é praticamente o que sonhei há cinco anos. Talvez bem mais do que sonhei. Mas a conclusão que chego até aqui é de que o que realmente tem sido importante de lá até aqui não foi o que conquistei ou a rotina que levo hoje, mas o caminho pra chegar no agora. As pessoas que conheci, novos sonhos que estipulei, as quedas, as vezes que levantei, as perdas e os ganhos. Tudo isso tem sido muito importante até então.

Mesmo estando exatamente onde queria estar, ainda sinto a ausência de muitas coisas. A independência financeira é muito boa, mas diante da rotina corrida, fica quase impossível viajar e aproveitar o dinheirinho extra no fim do mês. Estar quase se formando é um pouco amedrontador pela incerteza do futuro diante do momento político que o país passa hoje. Poder sair para onde quiser, na hora que preferir, não têm tanta graça depois de um dia cansativo em que você só quer deitar na cama e ver netflix. Depois de tudo isso ficou claro que eu não sei o que esperar dos cinco anos que vem pela frente e que nós nunca estaremos 100% satisfeitos com algo, mesmo que a gente tenha sonhado muito com aquilo. E sabe? acho isso demais! Porque são os nossos sonhos que nos movem, e se novas metas não surgissem, ficaríamos estagnados no mesmo lugar durante uns 30 anos.

Precisei de cerca de cinco anos para me dar conta de que tudo que fazemos hoje é refletido no amanhã e de que a vida é isso, é o agora, e que precisamos aproveitá-lo do jeitinho que ele é. Cheio de incertezas, de planos que ficaram pelo caminho, de pessoas que passaram e outras que chegaram. E que bom que a vida pode ser bem mais do que um ritual do que fazer a cada dia, a cada ano, a cada hora. É muito chato viver com um manual de instruções nas costas definindo que devemos nos formar aos 22, casar aos 25, construir uma família antes dos 30 e falar pelo menos 3 idiomas aos 18 anos para sermos pessoas bacanas. A reflexão que levo de tudo isso é que é muito bom ter planos, mas olhar pra trás e perceber que o caminho que trilhamos foi essencial para sermos o que somos hoje e necessário para o nosso amanhã.

A vida não tem um manual de instruções.
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Um pé na frente, o outro atrás. Com sua bicicleta seu Nilson percorre quase toda a cidade. Pela manhã ele vai da Avenida Salgado Filho até a Avenida Bernardo Vieira. Carrega na sua garupa uma dúzia de pastéis, coxinhas, sucos e um turbilhão de histórias. Estaciona sua bicicleta azul piscina na calçada ao lado do sinal, não só para vender os salgados que prepara com muito amor e dedicação, mas para distribuir um sorriso amigável para todos que atravessam as rodovias que transita diariamente. 

Sorri para a mulher de saia longa, acena para a menina que está com um crucifixo no pescoço e repete os gestos todos os dias para as mais diversas pessoas de maneira doce e afável. Quem ultrapassa o sinal e observa o senhor com cerca de um metro e sessenta de altura, de boné azul e com o braço encostado na caixa térmica, acredita que ele conhece há anos toda aquela gente que cumprimenta diariamente. Algumas talvez ele realmente conheça há um bom tempo, outras Nilson conseguiu conquistar através do seu sorriso discreto e seu jeito prestativo de não deixar um bom dia sequer passar. 

Nilson esbanja uma simplicidade sem tamanho.  Mas não uma simplicidade pela ausência de bens materiais, mas sim a de alguém que não possui nenhum tipo de prepotência. 

Expõe em seu rosto uma barba por fazer, na qual surgem resquícios de fios grisalhos e carrega no peito uma enorme satisfação de formar um filho engenheiro da computação na melhor universidade pública do norte e nordeste.

Sustenta cotidianamente no equilíbrio de sua bicicleta as adversidades da vida, as lembranças do que já viveu, mas em nenhum minuto consegue negar a uma pessoa sequer o sorriso mais cortês daquela cidade. Sua gentileza e delicadeza alastram-se pelas ruas da capital potiguar rotineiramente pelos mais de 2,5 km percorridos matinalmente, faça chuva ou faça sol.

A bicicleta azul transmove não só seu Nilson, mas um punhado de histórias, sonhos e esperanças, de sorrisos repletos de amabilidade e muita simpatia. 

Talvez na próxima calçada que passar, ou no próximo sinal que esperar fechar, você esbarre por seu Nilson. Só não esqueça de retribuir com gentileza o sorriso que percorre mais caminhos que seu dono em sua bicicleta.
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És livre. 

Entre as quatro colunas que sustentam esse sentimento não há nenhum muro ou grade que te impeça de sair;
És livre para ir quando bem entender. 
Suas asas não estão cortadas 
Podes bater vôo, 
Explorar lugares, viver seus sonhos; 
Eles são as coisas mais lindas que se pode ter; 
Saias pra onde quiseres, ria até a barriga doer, beba cerveja com os amigos, cante até o amanhecer.
Espero que sejas inteiramente feliz 
Da sua maneira 
No caminho que preferir seguir. 

Amo sem amarras 
Sem ressalvas
Sem pressão 
Amo como quem não sabe o que não é amar; 
Como se não existisse se quer uma outra opção.
No entanto, saibas que, apesar de livre, o sentimento que pulsa aqui dentro é inteiramente impetuoso
Nosso. 
Apenas nós dois. 
Como uma combinação perfeitamente simétrica de uma melodia que precisa ser ouvida
Bela, encantadora, mas arrebatadora.

Te espero como os pássaros que aguardam o nascer do sol para baterem asas;
Te gosto assim como um imã é capaz de se agarrar a uma superfície metálica com facilidade;
Te sinto avidamente igual cheiro de comida em casa da vó;
Te quero como se nenhum amor no mundo fosse parecido com o teu;
És livre
Inteiramente livre
Mas especialmente amor meu.


Paulina Oliveira
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Os pequeninos olhos não procuram mais os rostos alheios.
Eles estão lá, estáticos, exceto pelo piscar das pálpebras que ainda se faz necessário.
As palavras já não saem. Vez ou outra ainda profere ordens e negações
A vida pra ela não mais faz sentido.
Continuar nesse mundo é um sofrimento que vai durar até seu fim.
Já perdeu a vontade de sorrir;
Os abraços não são mais correspondidos.
Pra Raquel, as orações não funcionam, apenas para pedir ao ser superior que tire seus dias nesse mundo o quanto antes.
O caminhar não é mais necessário.
Toda uma vida está entre as quatro paredes de um cômodo
E a vontade de viver nem em um terço dele.
A vida acaba antes mesmo da morte chegar.
As dores diárias e o sofrimento por conta da doença ignoram tudo que ainda existe de mais sagrado.
Guarda mágoa das pessoas que tentam cuidar dos seus ferimentos, te ajudar com as tarefas básicas, pois prolongam uma vida que há semanas não mais faz sentido.
Os 92 anos de vida guardam dores que passam despercebidas até pelo mais atento olhar,

A vida para alguns é um sopro, para ela, um fardo que ainda tem que carregar.

PS: Esse foi um dos textos que mais me tocou. Enquanto eu escrevia, era impossível segurar as lágrimas. 
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Oi, Lina. Agora você deve estar eufórica. Os convidados já começam a chegar, suas amigas estão se arrumando no quarto ao lado, as mensagens de aniversário já estão sendo postadas nas redes sociais, seus pais estão recebendo seus conhecidos e você está de frente para o computador pensando em como está ansiosa para aproveitar seus 15 anos. Lembra que você sempre sonhou com esse dia? 

A Paulina de 20 está super orgulhosa por você ter escolhido a dedo seus convidados, mesmo não estando presente todo mundo que você queria. A Paulina de 15 mal sabia que momentos como esses são únicos e extraordinários, hoje ela valoriza ainda mais os momentos com os amigos, os conhecidos da época do fundamental, da brincadeira com os amigos, de ficar até tarde conversando besteira fora. 

Falando em besteira, tem coisa que hoje pode parecer bobagem, mas que daqui a cinco anos você vai sentir muito falta, coisas como acordar cedinho de manhã e passar o dia na escola se divertindo com seus colegas de classe, de chegar ao meio dia em casa e sentir o cheiro do almoço preparado por sua mãe com tanto carinho. Vai sentir falta de deitar na rede ao lado da cama do seu pai e vocês verem os gols do jogo do seu time de coração. Aos 20 você vai sentir falta de quando comia comia e não engordava, de passar as tardes jogando jogos online no seu computador até anoitecer, de comer pastel na cantina da escola no intervalo de uma tarde de estudo com suas amigas.

Por falar em suas amigas, lembra que algumas estavam sempre ao seu lado? No futuro elas seguirão outros rumos, mas continuarão do mesmo modo com você, elas irão se fazer presente mesmo estando longe, aconselhando, rindo das bobagens. Essas amizades você deve cultivar pra sempre, mas sem esquecer de dar "brecha" para outras pessoas. Você vai conhecer tanta gente incrível que você não faz ideia.

Você não vai desistir do seu curso técnico, mesmo que os assuntos estejam dificultando. Vai fazer cursinho, vai se apaixonar por alguém que não te merece, e encontrar alguém por quem vale a pena. Você vai morar longe dos seus pais, vai começar a tomar decisões importantes, resolver dos problemas mais simples aos mais complexos sozinha, vai cursar na faculdade que sempre sonhou o curso que sempre quis e vai vencer seus medos, não se desespere!

Por falar em medos, com vinte seus medos irão se acentuar e você vai ter que encará-los de frente. Coisas que te amedrontam hoje, no futuro não serão nada comparadas aos desafios que você vai se esbarrar. Mas a vida quer da gente muita coragem, e você precisa fazer uso dela. Aos 15 você pode até achar que sabe muito da vida, mas você não faz ideia do quanto vai crescer nos próximos cinco anos (psicologicamente e um pouquinho só fisicamente).

O que eu quero te dizer é que a vida quer da gente coragem, muita coragem. Ela vai te fazer a cada dia valorizar as pequenas coisas, desde o que você comeu no lanche da tarde até os momentos que você passou ao lado das pessoas que ama. Você vai sentir falta de coisas que jamais pensou que amasse e vai passar a amar ainda mais momentos e lugares que um dia foram sua rotina. Saiba que idade muda, o tempo passa, mas algumas coisas sempre ficarão em seu coração.

Com carinho, Paulina de vinte anos.
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Foto: Ney Douglas

São 10:20 da manhã. Estou finalizando a minha primeira pauta do dia. Nela, mostrei o trânsito da cidade, conversei com a população e pude perceber o clima de insegurança que estava nos olhos de cada uma daquelas pessoas. A pressa pra voltar pra casa reinava, já que numa cidade onde a segurança é inconstante, tudo que mais se deseja é estar no conforto e proteção do lar. Assim que entro no carro para voltar à redação do jornal recebo uma ligação. Outra rebelião se iniciava na penitenciária de Alcaçuz. A equipe não pestanejou e corremos para lá. Precisávamos colher a informação de perto e deixar a população informada. É pra isso que o jornalismo serve, né? ser um canal entre as informações e o público.

Este já era o sexto dia de tensão na maior prisão do Rio Grande do Norte. Duas facções criminosas, o PCC e o Sindicato do crime do RN, estavam se confrontando. Somente no último final de semana, 26 detentos tinham sido mortos, a maioria decapitados. O estado já não tinha mais controle do local que é de sua responsabilidade. Chegamos e corremos com nossos equipamentos. O "quebra pau" estava rolando. O barulho era muito intenso. Foi a primeira coisa que ouvi e vi. Tiros por todo o lado. Os policiais na guarita tentavam controlar o confronto, quando uma facção ficava próxima da outra os tiros de borracha minimizavam a situação. 

Minha miopia dificultava a observação, mas não tinha dúvidas que aquela era a melhor definição de guerra que pude encontrar na vida. Dois lados que buscavam destruir o outro, a qualquer custo, de qualquer maneira. Pela distância, mal conseguia distinguir um preso de outro, muito menos seus olhos, mas se pudesse enxergar de perto o olhar daqueles homens, eu diria que eles tinham sede, sede de vitória, de destruir o outro, de salvar a própria pele. 

O sol do meio dia irradiava por aquele amontoado de dunas e vegetação seca. Muitos jornalistas estavam ali fazendo a cobertura para seus veículos de comunicação, alguns sem dormir direito desde o início da rebelião. Buscavam o melhor lugar, o melhor ângulo, sem deixar de lado a precaução com a própria vida. O som de motos imergiu no meio do barulho dos tiros, assim como o choro de quem estava nelas. Duas mulheres, esposas de presidiários, gritavam e choravam muito vindo em direção à imprensa. O marido de uma de suas amigas, que também estava em Alcaçuz, tinha acabado de levar um tiro na cabeça. Elas protestavam contra o governo, ao mesmo tempo em que pediam misericórdia pela vida de seus parceiros.

Após colher os depoimentos. Corremos para as dunas, onde se concentravam ainda mais jornalistas, e  onde teríamos uma visão mais ampla dos acontecimentos. A areia quente atingia nossos pés, assim como os galhos da vegetação esbarravam em nosso corpo, não havia tempo para pensar, a informação tinha pressa e nós precisávamos estar à par delas. Os tiros se encerravam, mas em frações de segundos voltavam à tona. Pedras eram arremessadas de um pavilhão para outro. Um, dois, três tiros seguidos. A paz naquele local era um adjetivo inutilizado há algum tempo.

A sede por informação tomava conta das pessoas ali presente. Muitos eram os boatos, poucas as confirmações. Passei poucas horas em cima daquele morro observando a situação da penitenciária de Alcaçuz, mas a sensação era de que muito mais tempo tinha se passado, e de que aquelas imagens que estavam diante de meus olhos nada mais eram do que verdadeiras repetições. A sensação de impotência tomou conta de mim. Meu maior medo era a incapacidade de manter uma informação em tempo real sem me equivocar. O medo não me dominou, mas ele segurou meus braços, coisa que o estado foi incapaz de fazer, até o momento, no caos que o Rio Grande do Norte passa hoje.

São tempos difíceis na terra das dunas, do sol, e mais do que nunca, da insegurança.
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Saudade é tudo aquilo que não devia existir
Que se torna tão bonito pra quem não consegue sentir
É o que parece pacífico
Mas que maltrata até ferir

Saudade é o que tira o sono e ameaça machucar
Que não tem remédio que cure
E não escolhe quem pegar
Não tem gênero, nem cor
Que ela não transforme em seu lar

Saudade é quando o relógio não parece seu amigo
Que por vezes é aliado,
Nas outras inimigo
Que faz do corpo do outro um eterno abrigo

É quando o calendário resolve estagnar
Quando os sonhos se deslocam
Em busca de um lugar
Quando se quer está presente
Até mesmo sem estar

Saudades da antiga rotina
Do coração firme
E não uma ruína
De quando a vida era calmaria
E não uma turbina

Saudade do abraço que deveria durar pra sempre
Dos sonhos que construímos juntos
Do cheiro que fica na gente
De quando a vida não era só sentimento
Era guiada pela mente

Saudade de tudo aquilo que não devia ter validade
Dos dias mais bonitos
Das velhas amizades
Do amor que parte na hora
Que mais estamos com saudades
De quando o coração vira um misto
De tristeza e ansiedade

Saudade é tudo aquilo que devia ser eterno
Que ao invés de ser o céu
Pode parecer inferno
Que faz dos dias mais quentes
Se transformarem em um verdadeiro inverno

Saudade é o que fica quando todos já se foram
De quando o tempo encurta
E um coração é pouco
De quando as ruas estão cheias
E a vida parece um oco

Saudade é tudo o que não conseguimos descrever
É quando o coração fica pequeno
E ameaça desaparecer
Que amarga nosso peito
E nos faz estremecer
É quando a hora do reencontro esquece de aparecer

Saudade é aquilo que mata, mas também que fortalece
É o que faz o choro em um segundo virar prece
É o que faz meu coração ainda palpitar
É quando a partida só ajuda a machucar
É quando tudo o que mais se quer
São mais horas pra ficar
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Quem passa pelo setor dois da Universidade Federal do Rio Grande do Norte por volta das 14h, certamente encontrará um senhor de pele morena, de barba, óculos de grau e um pouco careca, vendendo salgados, chocolate quente, café, bolo e brigadeiro. O senhor retira da caixa de isopor dois tipos de cada salgado e coloca na estufa, põe sobre a mesa as travessas com bolos, e vários potinhos com molhos de variados sabores, montando assim sua venda na parada de ônibus. “Tenho que mostrar o que tem para vender, se não o pessoal pensa que não tem” comenta o senhor que traz no olhar um misto de ansiedade e alegria.

Simpático ao atender cada cliente, ele fala manso e sorridente. Esequiel Pereira Tibúrcio, o Sr. Tiba, como é carinhosamente chamado, carrega uma bagagem que nem o mais perspicaz dos observadores seria capaz de imaginar. Quem vê o senhor de 59 anos que hoje vende salgados na UFRN, não imagina que ele tem uma historia de 35 anos com o mundo do teatro. 

Nascido em São Paulo capital, residente do bairro de Santo Amaro, Tiba não tem nenhuma graduação de nível superior, apenas o ensino médio completo. Entretanto, possui uma grande formação empírica na arte e no mundo do teatro.  Seu pai era iluminador, e desde cedo aprendeu com ele o oficio, como também outros que rodeavam a profissão de seu pai, som, cenário, na convivência, observava e acabava aprendendo um pouco de tudo.  Iniciou sua vida no teatro ainda muito cedo, aos 17 anos, enquanto ainda trabalhava dirigindo uma Kombi. Num encontro casual com um amigo que trabalhava fazendo iluminação no teatro, foi convidado pelo mesmo para ir assistir peça “Golpe sujo” não da plateia como os demais, mas sim da cabine em que o amigo trabalhava no controle dos efeitos do espetáculo. No dia do espetáculo, Tiba foi ao encontro do amigo. Ao chegar lá, foi direto para cabine junto com seu amigo, onde ficavam o diretor da peça, o seu amigo e um rapaz que trabalhava no controle da mesa de som. Aconteceu que o tal rapaz que devia controlar o som do espetáculo, havia bebido um pouco além da conta e não teve mais condições de administra-la. O amigo sugeriu para o diretor que o Tiba saberia mexer na mesa de som, e que com o roteiro em mãos ele conseguiria ajudar. Foi aí que o Tiba entrou em ação.  Ao ser solicitado como sonoplasta, fez uso da experiência adquirida com o pai e desempenhou muito bem a função. “Depois disso, não parei até vir pra Natal”, conta.

 Em 1974 foi descoberto um talento para a produção de palco que perduraria por mais de 30 anos.  Aos poucos ele foi se envolvendo com aquele mundo e desabrochou vários talentos para produção de palco. Tornou-se técnico em espetáculos e diversão, e passou a atuar como chefia de produção, produzir e montar cenários para diversas peças teatrais e espetáculos.  Tibúrcio produziu peças e cenários famosos como “O Fantasma da Opera”, “ Qualquer Gato vira-lata” na primeira formação da peça com Rita Guedes, Tuca Andrada e Filipe Folgosi, antes da criação do livro e de virar o filme. Ao perguntarmos sobre sua carreira nos palcos, nos revelou o carisma de personagens famosos como Suzana Vieira em que, com os olhos semicerrados e testa franzida ao tentar lembrar de outros detalhes, nos contou que ao pedir uma foto com a mesma, recusou o registro fotográfico como se fosse a um fã, mas o convidou a seu camarim e tratou-o como amigo; Arlete Salles, com quem viajou por um ano em turnê pelo Brasil com um de seus espetáculos; Maria Della Costa, em que inspirou-se em sua garra e motivação aos serviços de palco, mesmo limitada pelo tempo, com seus 82 anos de idade.

Certamente foram tempos de ouro. Contou-nos sobre um Brasil, agora, desconhecido. Lembrou de fatos como a passagem de sua Kombi cheia de artigos cênicos que passara sobre a ponte localizada em Florianópolis no estado de Santa Catarina, hoje um patrimônio histórico tombado com noventa anos de criação, a Ponte Hercílio Luz.   Em 1982 a ponte foi fechada para o tráfego, reaberta em 1988 para tráfegos leves como pedestres, bicicletas, mas em 1991 foi proibido todo e qualquer fluxo. Tiba conta com emoção o fato, a quem assiste suas descrições estruturais da ponte e a importância de conhecer o Brasil dourado, passa-nos a sensação de que vivemos juntamente com ele.

Entre o atendimento de um e outro cliente em sua mesa de lanches, Tiba sorri ao relembrar sua aparição como ator em peças nos quais também serviu de contrarregra e produtor de palco, diretor de cena, ou cenógrafo. Foi garçom na peça produzida por Juca de Oliveira e com direção de Bibi Ferreira, Qualquer Gato Vira Lata, que foi sucesso nacional e dada sua proporção acabou se tornando livro em 1998 e filmes em 2011 e 2015, marcou a história do homem que agora com uma luva plástica na mão direita, nos mostrava o valor do serviço longe dos palcos. “Eu não colava a bandeja na mão, então teve vezes em que a bandeja caiu de verdade e foi sujeira pra todo lado”, cita ao relembrar a importância de seu papel.


Seu Tibúrcio participou também de peças como "A cabra ou quem é Sylvia?" de Jô soares, “3 intenções”, "Trair e coçar é só começar" e conta com muito entusiasmo o nome de cada ator famoso que estrelou em cada uma delas. Outro trabalho muito envolvente foi a peça “A partilha”, escrita por Miguel Falabella em 1996 em que também trabalhou com a atriz global Arlete Salles, que se tornou amiga pessoal de Tiba. Enquanto falava desse trabalho, relembrou a vez em que uma universitária de teatro do DEART – UFRN, ao anunciar uma peça para o Sr. Tiba, não se interessou por sua história quando ele soltou a informação de que já havia trabalhado com teatro. Nesse momento, como estudantes de jornalismo, nos sentimos sortudas por estarmos sentadas naquele banco de pedra da parada do setor dois, ouvindo as mais alucinantes histórias e aventuras. Nossos dedos se moviam inquietos por escrever tudo o que tínhamos ouvido. Certamente aquelas estudantes perderam um momento muito construtivo para a carreira delas, e nós não pretendíamos fazer o mesmo.

Esequiel Tibúrcio, o Tiba, construiu sua história no teatro por trinta e cinco anos.  Casado há trinta e quatro anos com “Tuta”, cujo apelido deu origem ao negócio, Tuta Lanches, tiveram quatro filhos, um casal de gêmeos (1983) em que um é produtor de eventos e a outra é uma química, o do meio (1985) que decidiu seguir a carreira como agenciador cenográfico e o caçula (1987) que se formou em jornalismo e decidiu seguir profissionalmente na área burocrática e administrativa na fábrica Vitarella. Ele conta orgulhoso que dois de seus filhos homens, seguiram sua carreira na administração dos palcos. Quando seus filhos resolveram seguir a carreira do pai, como cenógrafos ou produtores, abriram uma empresa e colocaram seus nomes, mas não obtiveram muito sucesso, resolveram então mudar o nome da empresa e sua o nome do pai, e então surgiu a “Tibúrcio produções”. Foi ai então que conseguiram notabilidade. “meu nome é conhecido nos teatros de são Paulo, meus filhos viram que com o nome deles não estava dando certo e usaram o meu, e então foram procurados e não param de trabalhar” conta ele com um sorriso de satisfação estampado no canto da boca. A ultima peça de que fez parte como produção e palco e cenógrafo, foi “ A partilha” o ultimo espetáculo foi na capital do Rio grande do Norte, lugar de origem que adotou para uma vida mais tranquila.

A rotina dos palcos começou a pesar na vida do senhor Tiba, as longas viagens para realizar espetáculos e os longos anos se dedicando a essa arte aos poucos foram caindo na monotonia e após uma reflexão ele resolveu que estava na hora de dar espaço para outras pessoas e buscar um outro rumo em sua vida, assim decidiu juntamente com sua esposa que iriam morar em Natal, ao longo de 14 anos entre idas e vindas à capital do Rio Grande do Norte, após uma batalha incansável conseguiu construir sua moradia e fixar residência, mais um sonho concretizado em sua vida. Seu Tiba comenta com convicção que amava o teatro, mas não se imaginava trabalhando em algo tão cansativo até o último dia da sua vida. Depois de viajar o país inteiro e ter em sua mente os mais marcantes momentos que alguém poderia ter, ele confessa que o que queria mesmo era poder descansar e poder caminhar pela praia no final de semana, coisa que nem São Paulo, nem a vida conturbada no teatro poderiam proporcionar. Seu Tibúrcio acreditava que teria uma vida mais tranquila na terra Natal da sua esposa, com quem está casado há mais de 30 anos.

Há pouco mais de três anos morando em Parnamirim, cidade localizada na região metropolitana de Natal, ele e sua esposa resolveram abrir uma lanchonete, mas que não conseguiram manter, pois a venda era pouca. Ao convite de um filho de uma amiga de sua esposa, Seu Tibúrcio resolveu ir vender na UFRN, e a venda que antes era pouca, até hoje é sucesso total. Quem passa por ali e vê o salgado preparado pela mulher de Tibúrcio não resiste e compra. O movimento é tanto que surpreende o senhor, dono de uma simpatia tão grande, que não para de conversar com a gente enquanto atende várias pessoas ao mesmo tempo. “Achei que sairia do teatro para descansar, mas o movimento continua como vocês podem ver”, comenta o senhor com um largo sorriso no rosto.

Agora em uma parada de ônibus, longe dos palcos e das emoções que levava consigo na Kombi que andou o país inteiro, Tibúrcio monta mais uma cena na história da sua vida. Não uma cena de uma novela ou de uma peça teatral, mas a de montar sua venda na parada de ônibus de uma universidade. Uma cena muito diferente das inúmeras que já montou em toda sua vida, mas tão importante quanto qualquer uma delas.

Biografia realizada para a disciplina de oficina de texto III do curso de Jornalismo.
Produzida por Paulina Oliveira, Fernanda Cristina, Gemyma Medeiros, Nayanne Rodrigues e Ana Laura.
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Foto: Lucas Figueiredo - CBF / Fotos públicas (03/10/2016)

Portões fechados. Fila de espera.  RG em mãos. Ingresso suado, porém no bolso. O pensamento estava a mil. Devia ter chegado mais cedo? será que estou na fila certa? Vou conseguir ver algum dos jogadores de perto? A apreensão tomava conta de mim.

Um amontoado de camisas amarelas. Três ou quatro rostos conhecidos. Pessoas que carregavam  uma ansiedade tremenda nos olhos ao decorrer dos passos. Filas que se encontravam e se entrelaçavam, que mais pareciam de um show do artista teen do momento. Muitos corações repletos de expectativas, para poucas informações.

Os portões se abrem. O que antes era fila, se torna um amontoado de pessoas sem saber para onde vão, mas que não veem a hora de chegar. Ao passar pelo portão, já não sinto meu caminhar, mas que estou sendo carregada juntamente com aquela multidão, por uma massa com objetivos bem parecidos com os meus: ver de perto o craque do time, trocar uma palavra com algum deles, quiçá, uma selfie com Tiago Silva, ídolo tricolor.

As filas que eram mistas, agora estavam divididas entre homens e mulheres. Casais se separavam um do outro e combinavam de se encontrar lá dentro. Mães jogavam às pressas os pacotes de biscoito e salgadinhos que traziam para suas crianças, já que não se podia entrar com esse tipo de coisa. Dentro dos grandes baldes azuis ficava tudo aquilo que não poderia ser levado para a arquibancada, mas fora deles o nervosismo estava à mil.

Ao passar pelas catracas era impossível não recordar da seleção do penta, de Pelé, de Romário, de Ronaldo, a seleção canarinho que dava medo onde passava. Ao entrar me deparei com uma torcida carente de ídolos, que gritava a cada chute a gol por mais distante que a bola passasse. Um torcida admirada ao entrar e ver jogadores a muitos metros de distância. Eu, míope que sou, só conseguia ver rostos turvos e diferenciava um jogador do outro pelo corte de cabelo. O público ainda chegava, mas o treino já acontecia, parecia que já esta acabando. Neymar, o craque da seleção, estava deitado na grama, parecia apático à seleção e aos mais de 10.000 torcedores ali presentes.

Poderia me animar e dizer que vi Neymar, Muralha, Taffarel, Tite, a não ser que acreditem em meros traços de cores e formatos que não conseguiam se formar pela distância que separava meus olhos do gramado. A parte mais animada do treino, e única, eu diria, foi quando a torcida começou a fazer uma "Ola" que os jogadores não se deram ao luxo de olhar. Poucos minutos depois, jogaram alguns pertences ao público que se alegrava com aquilo que mais parecia um prêmio de consolação. Esses mesmos jogadores saíram do gramado pouco depois de cumprimentarem a torcida, localizados muito antes do meio de campo.

As mais de 10.000 pessoas ali presentes se entreolharam como se tivessem a sensação de que tivesse mais. No meio da torcida gritaram:"É uma pegadinha?". O público continuava aflito, esperando um espetáculo que não aconteceu. A passagem dos torcedores no treino do último dia 03 de outubro, foi menor do que a de Fernando Prass na seleção olímpica. A sensação que deu, foi de que o tempo dentro da arena não foi o suficiente comparado ao tempo de espera tanto na fila para a retirada do ingresso, quanto para a fila do treinamento.

Como se já não bastasse, as luzes foram sendo apagadas uma a uma, com o claro intuito de que a torcida fosse se retirando. As pessoas foram saindo e as luzes se apagando, somente a sensação de tempo perdido prevaleceu. 34 anos após o último confronto da seleção brasileira em campos potiguares, o mínimo que deveria se esperar seria um pouco de afeto. O mais interessante disso tudo e o sentimento que ficou, foi a de que o time comandado por Telê Santana três décadas atrás, parecia mais próximo que o de Tite que saiu ainda há pouco do gramado. 
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Desde crianças somos influenciados pelas mais diversas pessoas de que esporte é coisa pra homem. Todo o apoio comercial é oferecido para as seleções masculinas. No futebol, o público só comparece em grande massa para os jogos dos meninos e a grande mídia oferece quase todo seu espaço para divulgar suas respectivas competições. Ser mulher e ser esportista não é coisa fácil. Nunca foi. A inserção da mulher nesse campo tem acontecido de forma irregular, os êxitos foram conquistados com muitas dificuldades.

Na Grécia Antiga surgiram os primeiros jogos olímpicos, as panatéias, em que as mulheres tinham sua participação proibida, com a justificativa de que poderiam ter danos fisiológicos, já que o acesso ao local das provas era muito íngreme. Foi somente no século XVIII e início do XIX que a mulher começa a retomar o acesso aos esportes, quando cavalheiros ingleses passam a levar suas esposas a assistir alguns eventos como corridas de cavalo. Época que as mulheres iniciam a participação em eventos tipicamente masculinos, como boliche, arco e flecha e alguns esportes praticados na neve.

No Brasil, essas tiveram sua participação no esporte, primordialmente, no período de independência com a chegada dos imigrantes europeus. As mulheres da elite tinham maior acesso aos bens culturais e a educação, além de algumas práticas advindas da Europa como a ginástica e algumas modalidades esportivas como a natação e o tênis. No entanto, participar das praticas desportivas não foi, nem é tão simples quanto aparenta. 

Muitas meninas são julgadas pelo simples fato de querer, por exemplo, praticar futebol. Questionam sua orientação sexual, sua vontade e até mesmo se a prática é resultante de um desejo de ficar mais próxima dos garotos. Quando conseguem mostrar para que vieram, ao apresentar uma força de vontade imensa e um talento evidente achando que enfim conseguiram um lugar ao sol, são vítimas da falta de oportunidade, da discrepância salarial e  do preconceito.

A falta de oportunidade é algo muito recorrente, elas precisam treinar ou jogar com times mistos por falta de incentivo ao esporte, por não ter onde treinar, por não ter como. No que diz respeito ao preconceito, é muito frequente escutarem frases desestimulantes: um "Jogue como um homem", "lugar de mulher é cuidando da casa", dentre tantos outros insultos que sou incapaz de mencioná-los. Lamentável.

Como se já não bastasse tudo isso, as meninas que conseguem se destacar no que fazem sofrem com a discrepância salarial. Alguns esportes conseguem premiar homens e mulheres igualmente, como é o exemplo do Tênis que premia há mais de 10 anos homens e mulheres igualmente em um de seus torneios. Entretanto, não é difícil encontrar aqueles em que as mulheres ainda recebem pouco em comparação aos homens. As lutadoras de MMA  recebem menos da metade que homens no UFC, por exemplo.

No que diz respeito a visibilidade, as modalidades masculinas sempre receberam uma atenção muito maior que as femininas, tendo impacto direto com a afeição que os telespectadores têm, já que as práticas masculinas são mais difundidas. Em contrapartida, as práticas realizadas pelas mulheres são esquecidas, invisíveis ou não recebem a divulgação que merecem. As poucas vezes que conseguem são em grandes torneios, como os jogos olímpicos, por exemplo.

Nos último dias, o foco do país está voltado para as conquistas de lugar no pódio, medalhas e vitórias das mulheres nas olímpiadas. Diante desse impacto, as competições em que as brasileiras estão participando nesses jogos vem ganhando mais torcedores, esses que que veem nas meninas uma maior representatividade, mais foco, mais determinação. Entretanto, o que muitos não lembram é que os jogos olímpicos é um dos poucos eventos que fazem com que as meninas ganhem o destaque na mídia que tanto merecem, esse destaque que buscam diariamente e que sofrem com a falta de apoio tanto dos patrocinadores, quanto do público.

Apesar das adversidades, as mulheres invadiram os campos de futebol, as quadras e tudo que diz respeito a prática esportiva, tornando-se assim campeãs não só de suas práticas esportivas, mas principalmente dos seus próprios limites. A primeira medalha de ouro conquistada nos jogos olímpicos do Rio 2016, veio da força de uma mulher, Rafaela Silva, que conquistou no tatame a tão merecida medalha. Com garra, não só Rafaela, mas as demais mulheres adentraram no mundo esportivo e vem nos mostrando a cada dia que passa que o esporte é sim para homem e mulher. Por isso, tenhamos como exemplo as meninas que lutam, jogam e não desistem de seus objetivos. Persista como uma mulher!
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Desde o dia 2 de outubro de 2009 o Rio de Janeiro foi escolhido para ser a sede dos jogos olímpicos de 2016. Na ocasião, o então presidente Lula falou em seu discurso que os jogos do Rio seriam inesquecíveis, pois estariam cheios de magia e da paixão do povo brasileiro. De certo modo, as palavras do ex presidente se concretizaram. A capital fluminense vinha se preparando e fez um lindo espetáculo em sua abertura que foi no último dia 05.

Apesar das dificuldades encontradas ao longo do caminho, sejam as obras atrasadas, as que desabaram, os problemas de segurança, de comodidade para os atletas, de saúde em decorrência da epidemia de zica no país e até mesmo a crise política que estamos vivendo, não foram capazes de fazer com que os jogos do Rio de 2016 fossem cancelados.

Na última sexta, o maracanã foi palco para uma belíssima abertura que contou com o desfile da modelo Gisele Bündchen, com a apresentação dos mais diversos artistas nacionais, o apelo à conservação da natureza, o show de detalhes e efeitos especiais, emocionando assim os gringos e até mesmo aqueles que assistiam no conforto do sofá de suas casas. Todavia, sabemos é que a realidade de alguns não é tão aconchegante assim. 

A discrepância entre classes nesse pais, onde uns assistem tudo de dentro do estádio, vendo as maravilhas do Brasil, e a realidade nos morros e periferias onde a violência predomina acabam sendo ocultadas, parecendo inexistente, como se nossa pátria fosse constituída de muito carnaval, cerveja, floresta amazônica e a paz reinasse aqui. Entretanto, sabemos que a realidade é um pouco diferente do que foi apresentado nas aberturas das Olímpiadas. 

O sonho de muitos garotos na periferia não é nem assistir os jogos lá de perto e ter uma vida cheia de fama e dinheiro, mas se tornar um atleta e poder trazer uma vida agradável pra sua família. Não precisa nem ir ao Rio de Janeiro para saber disso, é só se deparar com uma criança que não é de classe A, não recebe mesada e não tem pais que te deixam todos os dias em uma escola de elite, já que muitas vezes o que seus pais ganham durante um mês não dá nem pra pagar a mensalidade de uma desses colégios. As crianças que moram na periferia, assistem de perto o crime de uma sociedade que foi marginalizada, de condições precárias, de casas que se sobrepõem, de sonhos que ficam presos em sua imaginação.

Uma população que em sua grande maioria vive a mercê de julgamentos, de opressões, de serem motivos de repúdio. Por morarem em um local onde homens seguram fuzis rotineiramente, essas pessoas são tratadas como uma ameaça para a sociedade, como se só ali existisse o crime propriamente dito. São crianças que muitas vezes tem uma vontade enorme de crescer na vida, mas não encontram oportunidade alguma e vislumbram todo um show do alto do morro imaginando como seria se tivessem o privilégio que poucos possuem, mas que todos deveriam usufruir.

O Brasil presenciou o início de um lindo espetáculo olímpico, mas é necessário que esse espírito de orgulho nacional outrora sentido, perpasse as competições e que o verdadeiro espetáculo seja refletido em um futuro melhor para nosso país.

Foto: Tércio Teixeira -  R.U.A Foto Coletivo

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Vinte e três de maio de dois mil e doze. Era mais uma noite de futebol. Mais um jogo pela libertadores da América. Mais uma vez em busca do sonho do título que falta para o tricolor das laranjeiras. Na noite de quarta feira tudo estava em seu devido lugar, menos minha emoção. O jogo da Libertadores estava prestes a começar, mas o medo e o nervosismo eram tão grandes que recusei-me a assistir ao primeiro tempo, mas no começo do segundo, acabei cedendo. O temido “jogo de volta” estava acontecendo, e eu com os olhos fixos na tela, as mãos segurando uma a outra, e meu coração pulsando compulsivamente. 

Assim que observei o placar, ocorreu um movimento involuntário de minhas mãos à cabeça quando lembrei que, com o resultado do jogo anterior e o do atual, os dois times iriam para os pênaltis. O Boca Juniors tinha vencido o primeiro jogo na Bombonera por 1x0, e em caso de empate, o time argentino levaria a melhor. O fluminense estava desfalcado, mas mesmo assim não se deixou abater quando Thiago Carleto abriu o placar no Engenhão para o tricolor carioca. O sonho parecia próximo de virar realidade, mas ainda assim não foi o suficiente.

No começo não estava conformada com o placar, queria gols, queria ver a torcida vibrando, queria que o nervosismo se esvaísse, queria poder sonhar além dessas quartas de final, além dos quase anteriores tanto na sul-americana como na libertadores nos quatro anos anteriores. Todavia, ao avistar que faltavam somente seis minutos para o jogo terminar, o que mais queria era que tudo ficasse em seu devido lugar. A tensão tomava conta de mim.



Foram os seis minutos mais longos da minha vida, e aquilo que mais temia aos 45 minutos do segundo tempo ocorreu, para minha infelicidade e de toda uma nação: um gol o meu time levou! E pensar que o Fluminense deixou passar esse mesmo time na fase anterior por uma falha nossa... que poderia ser inútil naquele momento, agora virou um pesadelo, um grande tormento. O narrador gritou: “GOOL!”. Tudo que estava a minha volta desabou. Lágrimas escorreram em minha face, e aos últimos instantes do jogo recusei-me a assistir. 

Podia parecer besteira, naquele dia em que classificamos o Boca Juniors, mas agora aquela falha desclassificou o meu time da Libertadores 2012. Aquele título inédito e esperado por todos os torcedores acabou com o apito final. Nossa meta estava tão perto... agora tão longe. Um erro, uma desclassificação, muitas decepções. O gol de Santiago Silva no final do segundo tempo eliminou o fluminense e adormeceu - mais uma vez - o sonho de erguer a taça mais importante para os clubes da América. Todos têm uma desculpa: "foi sorte", "culpa de Cavalieri", "O boca é time de tradição", "O Flu estava desfalcado", mas para mim, nada mais fazia sentido. 

Abracei meu pai e disse: “Queria muito esse título, mas nem tudo é como queremos.” Um erro não justifica o outro, mas um abraço alivia o coração e ameniza o choro. Desabei em lágrimas novamente assim que cheguei ao meu quarto. Mas o que alivia é que outras oportunidades virão, mesmo que agora seja um dia triste, amanhã será um dia feliz, e, claro, sem desclassificações, por favor!



Ps: Essa foi uma crônica escrita por mim e publicada originalmente no jornal "Pois Diga!" do IFRN campus Ipanguaçu no ano de 2012 e reformulada no ano de 2016.
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Esqueça a nostalgia. Esqueça a profunda tristeza pela falta de algo. O tempo que você brincava de barquinho com suas amigas e achava que o tempo não ia passar nunca. De quando seu professor favorito de biologia te mandava decorar todas as organelas e você achava um saco, logo depois descobre que ele vai pra outra cidade e que novos professores virão, mesmo ele sendo chato algumas vezes, você sabe que nunca vai esquecer das aulas hilárias.

Esqueça a nostagia de quando sua mãe falava que a gente só devia gostar de quem gosta da gente, quando sua irmã mais velha não queria te levar pra sair com ela e tu acaba descobrindo que essa frase da sua mãe vai ser universalizada pelo resto da sua vida. Dos dias que ficava na calçada jogando conversa fora com seus melhores amigos da escola e  de como nada daquilo vai se repetir exatamente como antes. De quando conheceu a melhor turma da sua vida e como quatro anos passam num piscar de olhos. Da noite que percebeu que no meio daquela multidão só queria ficar ao lado de uma pessoa e ficou, e vê agora que a questão não é só querer, tem muito mais além disso. De quando viu o mar pela primeira vez e acreditou que talvez a vida fosse tão incrível e tão imensa como aquela imensidão de azul.

Meu Deus! como dói lembrar disso tudo. Como dói saber que nenhum desses momentos irão acontecer do mesmo modo. Acho que a vida é bem isso, lembrar desses momentos e aceitar que mesmo que não voltem, ela ta aí pra que aproveitemos intensamente cada momento como esse. Esqueça o regresso. É preciso viver coisas novas. É necessário seguir adiante. É preciso dar a chance para novos momentos, mas sem esquecer daqueles que um dia marcaram uma vida para sempre.
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E quando você resolveu ficar
Nas vezes que esqueceu de partir
e por ventura fez do meu coração seu lar
Tornou meu refúgio o teu peito
Do seu lado meu lugar

Já não sei se lá fora chove
Pois aqui dentro tudo floresce
Seus olhos são meus guias
Teu sorriso, o motivo da minha prece

Por mais que ameace chover
Mesmo que anoiteça
Nenhum  dos míseros contratempos
Podem impedir que nosso amor floresça

Se algum dia foi frio
Ou por algum acaso escuro estivera
Já não me recordo
Pois desde que você chegou todos os dias são primavera
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Jornalista. Blogueira desde 2011. Metade de mim é amor, a outra metade é fluminense, séries e los hermanos. Se você gosta disso, de indicações de filmes, livros e muito mais, esse é o lugar certo.

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