Não se avexe!
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Talvez o amor seja isso mesmo: doses de felicidade, euforia e também de saudade.
É encontrar no outro um lar, mas também não ter receio de voar quando precisar.
Também é saber que tudo que emana deve ser verdadeiro, mas sempre conter muito respeito pelo que o outro é, foi e que um dia será.

O amor não precisa ser pra sempre pra ser amor
tampouco precisa de uma tragédia para chegar ao fim
Não precisa de um manual de instruções de como se comportar com a pessoa amada, mas deve ter uma série de atitudes que não se deve tomar.

Ele está nas pequenas coisas, nas manias do outro, nos lugares que já passaram e os planos que ainda sonham.
Talvez as coisas mudem, o tempo passe, as pessoas se distanciem e continue sendo amor, mesmo que esteja guardado como uma caixinha de música no fundo da gaveta. 
Ele continua ali, mesmo que sua essência não seja vivida como era diariamente.

Amor também é deixar ir.
Amor também é desistir.
Também é deixar o outro crescer e procurar sua felicidade, porque ela não deve ser resumida a uma pessoa só.
Não é prender, não é moldar, não é deixar em cima do altar. Isso pode ser outra coisa, só não é amor.
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Respiro futebol desde que me entendo por gente. A primeira música que ouvi com poucos dias de vida foi o hino do meu time do coração cantado por meu pai. Com 9 anos já acompanhava com afinco os campeonatos nacionais pela televisão. Com 12 comecei a treinar futsal com mais 5 meninas nos sábados pela manhã. Mas foi só com 16 que fui ver um jogo do time que torço pela primeira vez no estádio. Lá em casa somos 3 meninas, mas se tivéssemos nascido meninos teríamos nomes de jogadores de futebol. Nascemos mulheres e não tivemos jogadoras homenageadas nesse caso. Naquela época quem é que sabia que o futebol feminino existia? ou apoiava a modalidade? Até hoje, para muitos, o esporte de um modo geral, não é coisa de mulher.

Esse pensamento não surgiu do nada, ele foi instituído por uma cultura patriarcal e machista que reina em nossa sociedade. Os meninos são incentivados a praticar esportes, trabalhar e beber. Já as meninas, bem, as meninas são condicionadas a ficar em casa cuidando do lar, reproduzir e viver com seus sonhos guardados dentro do armário. Eu nunca fui conivente com essa ideia, mas não é nada fácil quebrar as regras de uma cultura que há séculos dita o que deve ser feito. Mas dar o primeiro passo é essencial. Logo, ver outras mulheres tendo domínio de suas vidas e fazendo coisas que antes só eram "permitidas" para homens nos dá um estímulo a mais.

Fruto desse pensamento conversador, as mulheres foram proibidas, durante muito tempo, de desempenharem diversas tarefas ou participarem de certas atividades. Levando para o lado esportivo, há 40 anos o futebol, no Brasil, ainda era considerado, por decreto, uma prática inapropriada para mulheres. O decreto-lei 3.199, assinado por Getúlio Vargas durante a ditadura do Estado Novo, afirmava que ”às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país”. A justificativa era de que a prática feria a chamada "natureza feminina". Já pensou!?


Enfim, toda essa contextualização foi motivada graças a copa do mundo feminina que aconteceu esse ano na França. Nessa edição 24 seleções participaram do maior evento esportivo no futebol feminino que aconteceu apenas 8 vezes durante toda a história. Para se ter uma ideia, a primeira edição da copa do mundo feminina foi realizada apenas em 1991. O torneio foi ignorado durante muitos anos não só por emissoras de televisão abertas e fechadas no Brasil, mas pelo público em geral. Hoje, as coisas são um pouquinho melhores, conseguimos ver os jogos da seleção brasileira feminina em TV aberta, mas muitas partidas ainda foram esquecidas e veiculadas apenas nas emissoras fechadas.

A disparidade entre futebol feminino e masculino começa desde a fundação das seleções em nosso país, pois a primeira seleção masculina foi criada em 1914, mas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) só montou um time feminino mais de 70 anos depois, em 1988. Se a discrepância fosse apenas no tempo seria menos ruim, mas os patrocínios e a diferença salarial são gritantes. A atleta Marta, por exemplo, é a maior ganhadora de prêmios de melhor jogadora de futebol de todos os tempos (6 vezes) e ainda assim ganha o equivalente a € 340 mil por temporada, enquanto Neymar (que nunca conquistou o prêmio), por exemplo, recebe € 91,5 milhões (R$ 396 milhões). Com isso, o salário de Marta é apenas 0,3% do rendimento anual do jogador.

Esse não é um post apenas sobre comparações ou indignação mas é, antes de tudo, um post sobre representatividade. É sobre olhar pra TV e ver mulheres sendo protagonistas de suas carreiras. Sobre se espelhar nas jogadoras que possuem garra e habilidade sem igual. É ainda sobre acreditar que um dia não vamos ouvir que futebol feminino é ruim porque mulher devia estar em casa lavando a louça. Ver mulheres ocupando lugares que por muito tempo foram proibidas, é algo que vai além das palavras, é um sentimento de força e persistência, de pertencimento, que reverbera em todas as meninas. É confirmar que podemos ser mais do que aquilo que nos impõem ou designam. É acreditar no nosso potencial e não deixar que ninguém nos menospreze por conta do gênero. Por isso é preciso sonhar, persistir, lutar e jogar como uma garota. Nós estamos juntas!

Gostam de futebol? O que acham das imposições de gênero? Me contem nos comentários.
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O êxito sempre foi algo instituído para que seguíssemos adiante com a sensação de plenitude. Passar no curso dos sonhos, encontrar a pessoa certa para compartilhar a vida ou conseguir aquela promoção no emprego são só alguns exemplos de como existe uma espécie de caminho pré-definido para a definição da felicidade. É como se quem fugisse do roteiro ou não alcançasse os objetivos designados pela sociedade não fosse digno de ser um vencedor. Essa ideia de felicidade roteirizada pode até fazer um pouco de sentido, mas nem tanto.
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Em uma certa idade da vida a gente idealiza tudo: maioridade, emprego dos sonhos, país para morar e até a pessoa perfeita. Com o passar do tempo e as experiências (na maioria das vezes) frustradas da vida, a gente vai se dando conta que a vida não é um mar de rosas e que as coisas estão longe de ser tudo aquilo que queremos. Se você ainda tem uma idealização exacerbada do que é viver eu tenho um conselho pra te dar. Assim como a teoria do geocentrismo foi derrubada há muito tempo, a teoria do umbiguismo também está aí para cair: a vida não gira entorno do seu umbigo.
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Um dia vou embora e só ficarão as lembranças de quem fui, do que disse, do que vivi. 
Dos sonhos, dos laços de amizade, de tudo que ainda tinha para conhecer.
Dos livros que nunca li, dos beijos que não dei, dos lugares que jamais pisarei. 
Os que ficaram, irão relembrar os momentos de felicidade, de como a vida é breve, de como precisamos viver como nunca. 
Vão achar meus cadernos antigos, as postagens de 2 meses atrás nas redes sociais, descobrirão coisas que apenas um nicho de conhecidos sabiam, histórias únicas, relembradas com imenso pesar. 
Rolarão as fotos da minha galeria do telefone e encontrarão momentos tão felizes que ninguém sequer imagina que um dia todos iremos partir. 
São sorrisos nas saídas com os amigos, nos momentos descontraídos com a família, nas fotos repletas de sentimentalismo com o amado. 
As lágrimas correrão pelo rosto ao lembrarem de quem um dia foi amiga da época da escola, conhecida de vista do trabalho, das amizades em comum ou apenas uma garota que morava na mesma cidade. 
Lembrarão que a vida pode ser boa, na maior parte das vezes dura, mas que ela um dia se esvai. 
A vida passa. 
Ficam os sorrisos, 
as palavras, 
ficam o sentimentos 
e as lembranças.
Ah, as lembranças! 
Enquanto existir vida as lembranças serão as únicas que nunca morrerão.
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Era mais um dia em que voltava cansada da rotina dupla de estágio, aulas até dez da noite e com trabalhos para fazer, quando desabafei: "não aguento mais essa rotina, quero que termine logo." De ímpeto, minha mãe que estava comigo nesse dia respondeu: "isso é só uma fase, filha. Logo vai passar". Tenho certeza de que se a gente acreditasse mais em frase de mãe muitos estragos e decepções mundo a fora seriam evitados. Porque, mais uma vez (pra variar), ela estava certa.

É assim e sempre foi assim. Os conselhos de mãe são certeiros. Falou é tiro e queda pra acontecer. Foi assim quando estava no ensino médio, na correria de me dividir entre dois turnos de aula, cursinho, trabalho de conclusão do técnico e mais um monte de coisa. Na época mamãe falou que ia passar tão rápido que eu nem ia me dar conta. E foi exatamente o que aconteceu. Hoje, quase quatro anos depois, sinto uma saudade absurda de tudo que vivi na época.

A rotina não é mais a mesma. Não levanto mais às 6h para ir para outra cidade encontrar os velhos amigos de turma, ficar no intervalo rindo da nossa própria desgraça ou fofocando das aulas anteriores. Não vai ter mais depois do almoço o momento em que todos ficávamos sentados no centro de convivência torcendo para que todo mundo fosse aprovado numa universidade e a correria acabasse (nem sabiamos que estava apenas começando). Dói mais ainda quando lembro da noite, que ficávamos até às 22h vendo aula de química, física, biologia e quando sobrava tempo íamos comer cachorro quente e tocar violão.

As coisas nunca mais serão as mesmas. Você pode tentar voltar para os mesmos lugares que um dia viveu momentos incríveis, mas nem todas as pessoas que fizeram parte daquilo contigo estarão lá, e se estiverem, não serão mais as mesmas pessoas de anos atrás. Você pode tentar reviver momentos, situações, mas nada jamais será do jeito que um dia já foi. E tudo fica ainda mais difícil quando se vira adulto. As responsabilidades triplicam, os amigos seguem rumos diferentes e é cada um por si.

Um dia tudo que se vive hoje será apenas saudade. Da mesma maneira que sua rotina anterior também já se tornou uma linda lembrança. As vezes (tipo agora) me sinto nostálgica com esse tipo de situação. Quando as recordações de tempos anteriores vem à tona é impossível não querer correr pro passado. Mas existe uma parte super positiva nisso tudo: a de valorizar e viver intensamente tudo que temos no agora. Viver como se não houvesse amanhã, aproveitar todos os momentos, se permitir ser feliz sem adiar momentos, sem guardar sentimentos. 

Por isso, se permita viver intensamente tudo que tem agora, pois o amanhã nem sabemos se virá. E a rotina? ah, ela vai existir. Mas também um dia virará saudade.
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Jornalista. Blogueira desde 2011. Metade de mim é amor, a outra metade é fluminense, séries e los hermanos. Se você gosta disso, de indicações de filmes, livros e muito mais, esse é o lugar certo.

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