Sabe aqueles livros que são muito comentados por aí? seja pela inovação da narrativa, por ter personagens bem construídos ou por tocar o coração de quem lê, essas obras acabam se tornando bastante conhecidas. Foi através de muitos comentários que conheci o peso do pássaro morto: um livro nacional, curtinho e escrito por uma mulher. Tinha como não querer ler? Resolvi dar uma chance e foi surpreendente.
Sinopse: A vida de uma mulher, dos 8 aos 52, desde as singelezas cotidianas até as tragédias que persistem, uma geração após a outra. Um livro denso e leve, violento e poético. É assim O peso do pássaro morto, romance de estreia de Aline Bei, onde acompanhamos uma mulher que, com todas as forças, tenta não coincidir apenas com a dor de que é feita.
Aline Bei nos apresenta em seu romance de estreia uma escrita doce, tão singela que até parece poesia; e é de certa forma uma narrativa poética. Em contrapartida, essa é uma história muito forte e que chega a ser dolorida de ler. As reflexões e lições ali presentes colaboram para um enredo que chega a ser emocionante.
A narrativa de "O peso do pássaro morto" é diferente de tudo que já li. Traz certa familiaridade, ocorre de maneira fluida e é repleta de metáforas. Constituída por uma história impactante ao mesmo tempo que possui um ritmo muito rápido de leitura, a obra possui 153 páginas (concluí em uma tarde), com capítulos curtos, fortes e ao mesmo tempo muito necessários.
Essa não é a simples história de uma mulher, mas sim a de diversas mulheres espalhadas mundo a fora. Ver a vida de uma pessoa ao longo dos anos, principalmente os momentos mais marcantes, inclusive aqueles que parecem que não dizer nada, mas falam tudo. Esse livro inicia-se com a inocência, amadurece na solidão e tem em seu cerne a dor.
Uma mistura de sentimentos de faz presente a cada capítulo, mas a sensação de soco no estômago foi a que mais se evidenciou. Não é um livro sobre perdas, mas sim sobre o que fica. Uma obra belíssima e sutil, daquelas que possui uma mensagem que fica na gente para além do tempo. Recomendo muitíssimo!
Gostam de obras que marcam? me contem nos comentários!
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