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Mais um ano que se inicia e a sensação de mudanças vem com ele. Durante o ano que se passou coletamos diversas experiências que buscamos deixar pra lá e outras que pretendemos levar adiante. Para isso, muita gente faz listas e metas que pretendem seguir para ter um ano mais satisfatório. Resolvi listar cinco objetivos para esse ano que se inicia e compartilhar com vocês. Não esqueçam de falar nos comentários as metas que vocês pretendem colocar em prática em 2020.

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Respiro futebol desde que me entendo por gente. A primeira música que ouvi com poucos dias de vida foi o hino do meu time do coração cantado por meu pai. Com 9 anos já acompanhava com afinco os campeonatos nacionais pela televisão. Com 12 comecei a treinar futsal com mais 5 meninas nos sábados pela manhã. Mas foi só com 16 que fui ver um jogo do time que torço pela primeira vez no estádio. Lá em casa somos 3 meninas, mas se tivéssemos nascido meninos teríamos nomes de jogadores de futebol. Nascemos mulheres e não tivemos jogadoras homenageadas nesse caso. Naquela época quem é que sabia que o futebol feminino existia? ou apoiava a modalidade? Até hoje, para muitos, o esporte de um modo geral, não é coisa de mulher.

Esse pensamento não surgiu do nada, ele foi instituído por uma cultura patriarcal e machista que reina em nossa sociedade. Os meninos são incentivados a praticar esportes, trabalhar e beber. Já as meninas, bem, as meninas são condicionadas a ficar em casa cuidando do lar, reproduzir e viver com seus sonhos guardados dentro do armário. Eu nunca fui conivente com essa ideia, mas não é nada fácil quebrar as regras de uma cultura que há séculos dita o que deve ser feito. Mas dar o primeiro passo é essencial. Logo, ver outras mulheres tendo domínio de suas vidas e fazendo coisas que antes só eram "permitidas" para homens nos dá um estímulo a mais.

Fruto desse pensamento conversador, as mulheres foram proibidas, durante muito tempo, de desempenharem diversas tarefas ou participarem de certas atividades. Levando para o lado esportivo, há 40 anos o futebol, no Brasil, ainda era considerado, por decreto, uma prática inapropriada para mulheres. O decreto-lei 3.199, assinado por Getúlio Vargas durante a ditadura do Estado Novo, afirmava que ”às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país”. A justificativa era de que a prática feria a chamada "natureza feminina". Já pensou!?


Enfim, toda essa contextualização foi motivada graças a copa do mundo feminina que aconteceu esse ano na França. Nessa edição 24 seleções participaram do maior evento esportivo no futebol feminino que aconteceu apenas 8 vezes durante toda a história. Para se ter uma ideia, a primeira edição da copa do mundo feminina foi realizada apenas em 1991. O torneio foi ignorado durante muitos anos não só por emissoras de televisão abertas e fechadas no Brasil, mas pelo público em geral. Hoje, as coisas são um pouquinho melhores, conseguimos ver os jogos da seleção brasileira feminina em TV aberta, mas muitas partidas ainda foram esquecidas e veiculadas apenas nas emissoras fechadas.

A disparidade entre futebol feminino e masculino começa desde a fundação das seleções em nosso país, pois a primeira seleção masculina foi criada em 1914, mas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) só montou um time feminino mais de 70 anos depois, em 1988. Se a discrepância fosse apenas no tempo seria menos ruim, mas os patrocínios e a diferença salarial são gritantes. A atleta Marta, por exemplo, é a maior ganhadora de prêmios de melhor jogadora de futebol de todos os tempos (6 vezes) e ainda assim ganha o equivalente a € 340 mil por temporada, enquanto Neymar (que nunca conquistou o prêmio), por exemplo, recebe € 91,5 milhões (R$ 396 milhões). Com isso, o salário de Marta é apenas 0,3% do rendimento anual do jogador.

Esse não é um post apenas sobre comparações ou indignação mas é, antes de tudo, um post sobre representatividade. É sobre olhar pra TV e ver mulheres sendo protagonistas de suas carreiras. Sobre se espelhar nas jogadoras que possuem garra e habilidade sem igual. É ainda sobre acreditar que um dia não vamos ouvir que futebol feminino é ruim porque mulher devia estar em casa lavando a louça. Ver mulheres ocupando lugares que por muito tempo foram proibidas, é algo que vai além das palavras, é um sentimento de força e persistência, de pertencimento, que reverbera em todas as meninas. É confirmar que podemos ser mais do que aquilo que nos impõem ou designam. É acreditar no nosso potencial e não deixar que ninguém nos menospreze por conta do gênero. Por isso é preciso sonhar, persistir, lutar e jogar como uma garota. Nós estamos juntas!

Gostam de futebol? O que acham das imposições de gênero? Me contem nos comentários.
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Conhecer São Luís nunca me passou pela cabeça. Talvez por não ser um dos principais cartões postais do país ou não conhecer muitas pessoas que já foram lá pra indicar. Não sei o motivo exato agora, mas sempre tive outros lugares do Brasil que tinha preferência em visitar. No entanto, ao descobrir que meu TCC tinha sido aprovado para apresentação no congresso regional de comunicação, não teve outra: juntei as moedas e segui caminho até o Maranhão. Foram cinco dias de uma experiência cultural e acadêmica bastante proveitosa e decidi compartilhar com vocês um pouco do que foi essa viagem.
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Alguns sonhos se fazem presentes há tanto tempo em nossa vida que parece surreal que eles possam sair do campo do imaginário e se tornarem palpáveis. Dia 13/04 de 2019 foi um dia memorável, um acontecimento que ficará pra sempre marcado em minha vida, pois na data supracitada conheci a minha banda favorita da vida: Los Hermanos. Foi um momento e tanto. Por isso decidi compartilhar com vocês como foi essa experiência tão inesquecível.
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Olá queridos leitores. Eu sumi, eu sei. Estou vivendo uma fase a minha vida que exige dedicação máxima e preciso me focar muito nisso. No mês de março ocorreram os 3 eventos mais esperados desse ano: aula da saudade, formatura e colação de grau. Aproveitei horrores, chorei, abracei, cantei e vivi cada momento intensamente ao lado da melhor turma que alguém poderia ter. A aula da saudade teve como tema havaí e contou com a presença de professores queridos, alunos, barman e dj. Preciso dizer que a noite foi pequena?



A formatura foi a coisa mais linda do universo. Ocorreram alguns imprevistos, mas a decoração tava linda, tivemos 2 bandas e um dj, tava todo mundo muito lindo e elegante, além de todos os familiares, amigos e conhecidos terem confirmado presença. Foi show!


A colação veio por último pra fechar com chave de ouro. O momento das becas, entrega de diplomas e a despedida formal dos 4 anos mais lindos de todos. Já estou com saudades da minha /home e de como fui feliz ao lado deles. Mas como se diz, é o fim de um ciclo e inicio de outro. Passei duas vezes no curso de jornalismo, na estadual e na federal do meu estado. Nem preciso descrever tamanha felicidade, né? Estou vivendo uma rotina totalmente diferente e espero me acostumar logo. 2015 Começou repleto de emoções boas, espero que continue assim. Pretendo dedicar um tempo pro blog, nem que seja pouco, mas não quero abandoná-lo no meio disso tudo.




fotos: tokk
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O que será que existe por trás dessa vidraça? Quais são os medos e sonhos que se escondem por esse emaranhado de casas e pessoas? Quantos sonhos foram deixados pra trás nesses últimos dias? em que milésimo de segundo deixaram de acreditar que a realização deste pode se encontrar na próxima esquina? O que aflige cada pessoa que passa nesse instante? será que é o medo de não tentar ou o medo de ter uma tentativa fracassada dentre tantas? Três jovens passam agora por baixo dessa sacada. Nesse segundo o mais alto sorri para os demais e fica pensativo logo em seguida. Será que algum sonho abandonado voltou à tona? ou terá sido um medo retraído? Por trás dessa vidraça há um mundo. Um mundo de sonhos em que o medo nem ninguém deve impedir que esses venham a se tornar reais.

Paulina Oliveira
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Jornalista. Blogueira desde 2011. Metade de mim é amor, a outra metade é fluminense, séries e los hermanos. Se você gosta disso, de indicações de filmes, livros e muito mais, esse é o lugar certo.

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