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Sabe aqueles livros que são muito comentados por aí? seja pela inovação da narrativa, por ter personagens bem construídos ou por tocar o coração de quem lê, essas obras acabam se tornando bastante conhecidas. Foi através de muitos comentários que conheci o peso do pássaro morto: um livro nacional, curtinho e escrito por uma mulher. Tinha como não querer ler? Resolvi dar uma chance e foi surpreendente.

Sinopse: A vida de uma mulher, dos 8 aos 52, desde as singelezas cotidianas até as tragédias que persistem, uma geração após a outra. Um livro denso e leve, violento e poético. É assim O peso do pássaro morto, romance de estreia de Aline Bei, onde acompanhamos uma mulher que, com todas as forças, tenta não coincidir apenas com a dor de que é feita.

Aline Bei nos apresenta em seu romance de estreia uma escrita doce, tão singela que até parece poesia; e é de certa forma uma narrativa poética. Em contrapartida, essa é uma história muito forte e que chega a ser dolorida de ler. As reflexões e lições ali presentes colaboram para um enredo que chega a ser emocionante.

A narrativa de "O peso do pássaro morto" é diferente de tudo que já li. Traz certa familiaridade, ocorre de maneira fluida e é repleta de metáforas. Constituída por uma história impactante ao mesmo tempo que possui um ritmo muito rápido de leitura, a obra possui 153 páginas (concluí em uma tarde), com capítulos curtos, fortes e ao mesmo tempo muito necessários.


Essa não é a simples história de uma mulher, mas sim a de diversas mulheres espalhadas mundo a fora. Ver a vida de uma pessoa ao longo dos anos, principalmente os momentos mais marcantes, inclusive aqueles que parecem que não dizer nada, mas falam tudo. Esse livro inicia-se com a inocência, amadurece na solidão e tem em seu cerne a dor.

Uma mistura de sentimentos de faz presente a cada capítulo, mas a sensação de soco no estômago foi a que mais se evidenciou. Não é um livro sobre perdas, mas sim sobre o que fica. Uma obra belíssima e sutil, daquelas que possui uma mensagem que fica na gente para além do tempo. Recomendo muitíssimo!

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Escrito há 71 anos, "O segundo sexo" é conhecido por muitos como a "bíblia" do feminismo. Não sei se pelo tamanho dele, pelos diversos conceitos e histórias ali presentes ou apenas por ser a primeira obra a abordar o termo "feminista". É sabido, contudo, que esse livro foi um marco na história e como me considero uma mulher feminista (alguém que busca e acredita que homens e mulheres devem ter as mesmas oportunidades em todos os âmbitos da vida independente do gênero), essa é uma leitura que via como indispensável para aprimorar meus conhecimentos.
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Um dos atributos que me faz me apegar a alguma coisa é o quanto aquilo me chama a atenção. Com essa obra não foi diferente. A sinopse dessa história me prendeu antes mesmo de começar a folhear cada página. Sou uma romântica incurável. Isso ninguém pode negar. Logo, narrativas que trazem o amor como temática principal me despertam interesse. 

Conheci "o que sabe o coração" através de um sorteio no skoob, marquei ele como desejado e o encontrei de forma gratuita meses depois na loja da amazon. Não podia perder a oportunidade e simplesmente devorei cada página da obra. Narrado pelo olhar de Quinn, nos deparamos com uma história que traz como temática central o órgão do corpo humano associado com o amor: o coração.

Quinn perdeu Trent, seu namorado, dias antes do fim do ensino médio. Para tentar lidar com o luto, ela vai em busca de manter contato com as pessoas que foram contempladas com os órgãos que eram de seu amado. No entanto, ela não recebe resposta do rapaz que recebeu o Coração de Trent e vai em busca de descobrir mais daquela pessoa que conseguiu uma nova chance de viver com um "pedaço" daquele que amava. 


Impossível de não suspirar com essa história! Eu fiquei muito encantada com a escrita da autora e como o livro foi esquematizado. As citações inspiradoras no inicio de cada capitulo, a narrativa envolvente, os personagens presentes... a junção de tudo fez com que a historia fosse ainda mais especial. O livro escrito pela Jessi Kirby trata sobre perdas e possibilidades de recuperação.

Aparentemente um romance adolescente clichê, mas com um plano de fundo diferente de tudo que já li ou imaginei. Mesmo não tendo passado por nada parecido, foi impossível não me colocar no lugar de Quinn, de sentir o que ela sentia, de imaginar o que ela imaginava e de torcer para que ela conseguisse seguir em frente. Aposto que você vai ficar com o coração quentinho após ler a obra!

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O título de um livro é a porta de entrada para o interesse numa leitura, e com "As coisas que você só vê quando desacelera" não poderia ser diferente! É um título impactante que chama a atenção porque possui muito sentido com nossa realidade. Vivemos em uma era na qual tudo é feito de forma rápida e sem muitas delongas. Tomamos decisões e atitudes precipitadas, muitas vezes em decorrência da rotina acelerada que vivemos. 
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Prisioneiras é um livro de não ficção escrito pelo médico brasileiro Drauzio Varella. A obra retrata a situação das mulheres no cárcere, como elas chegam naquela situação, como é a vida no presídio, como são tratadas lá e também um pouco das historias das presidiárias. É um livro antes de tudo humano. Conhecemos a realidade dos presídios femininos, mas também a realidade de pessoas, mulheres que estão ali na maioria das vezes por conta de seus parceiros ou por defender quem amam. 

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Faziam muitos anos que não lia uma obra do Harlan Coben. Para ser sincera com vocês, não faço ideia do porquê. Já que ele escreve de uma maneira única, me prende a cada página e possui uma maestria sem igual para juntar peças de uma narrativa. Em uma de minhas idas ao sebo me deparo com "Cilada". O nome por si só já chama a atenção e a sinopse desperta ainda mais a curiosidade de quem folheia o livro. É claro que trouxe o livro para casa.
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Alguns acontecimentos marcam o mundo do mesmo modo que algumas pessoas marcam a vida da gente. Foi na junção dessas duas coisas - a de um acontecimento importante para a história e o encontro de duas almas - que surge a história de amor de Lucy e Gabe. Ambos se conheceram na faculdade exatamente na manhã do 11 de setembro de 2001, data recordada pela colisão de dois aviões com as torres gêmeas. No meio de todo o caos, morte e destruição, os dois jovens decidiram que iriam fazer algo importante com suas vidas para a humanidade.
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Acredito que todo mundo teve uma época na vida que pensou em colocar a mochila nas costas e sair em busca de um sentido na vida. Muitas vezes o medo e a dúvida nos fazem estagnar no tempo e acabamos vivendo nossos dias no piloto automático. Carregamos diariamente as incertezas da vida e esperamos que alguma coisa grandiosa aconteça e mude nossa perspectiva. E é mais ou menos assim que acontece em perdidos por aí. Leila vai em busca de ver a aurora boreal e encontra pelo caminho pessoas que estão meio perdidas no caminho e na vida.

Muito mais que um romance, o enredo é mais puxado para a aventura e é um daqueles livros levinhos que a gente nem percebe e já tem chegado na última página. Cada capítulo coloca a história de um personagem em evidência, o que faz com que a narrativa seja rápida e nada monótona. Uma leitura jovem agradável, daquelas que aparentam ser simples, mas que possui grandes significados.

Me senti imersa em cada história presente na obra. Era como se estivesse no banco de trás do carro vermelho de Leila vivendo mais uma aventura na estrada. Mesmo conhecendo cada personagem há pouco tempo, a protagonista tinha uma maneira muito bonita e carismática de ver a vida. Leila faz amizades muito fácil, é determinada e muito corajosa.


Cada personagem possuía características únicas e se tornaram cativantes a medida que a enredo se desenrolava. Muito mais que um livro sobre aventura, ele traz à tona temáticas como o amor, a amizade, a perda, esperança, a saudade e a busca pelo que podemos ser de melhor.

Ao fim da leitura, “Perdidos por aí” me trouxe uma sensação muito mais incrível do que poderia imaginar. De um modo geral, é exatamente isso: tá todo mundo meio perdido. Muitas vezes podemos achar que nosso caminho já está predefinido, mas existem muitas paradas na estrada, muitas outras rotas e desvios por aí que podem mudar o destino final das coisas.

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Em abril de 1986 ocorreu o acidente nuclear de chernobil. O desastre é considerado o maior acidente nuclear da história. Um dos quatro reatores da usina, que serviam para gerar energia para a Ucrânia, explodiu repentinamente. O incêndio liberou uma nuvem radioativa que atingiu alguns países. Na época, a cidade de Pripyat estava em expansão mas, após o desastre, se tornou praticamente uma cidade fantasma. O impacto da radioatividade no local existe até hoje e os antigos moradores do local ainda sentem os efeitos da radiação. 

No livro vozes de Tchernobyl, somos apresentados a relatos de pessoas que possuem alguma ligação com o acontecimento. Seja de moradores, pesquisadores, cientistas, médicos, soldados, pessoas que sofreram algum tipo de doença ou perda após o desastre. Eles rememoram o acontecido e comentam como foi passar por aquela situação que possuía todos os sinais de uma guerra: soldados, evacuação, locais abandonados e a destruição do curso da vida. 


O material radioativo espalhado era quatrocentas vezes maior que o das bombas utilizadas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, em fins da Segunda Guerra Mundial. Logo, quem sobreviveu ainda enfrenta vários problemas de saúde, pois a terra e água da região foram contaminadas por elementos radioativos. São narrativas doloridas e impactantes de pessoas que tiveram suas vidas completamente modificadas por uma espécie de guerra que não pôde ser vista, mas sim sentida. Pois a radiação não se vê, não tem odor, nem som. É incorpórea.

"Não sabíamos que a morte pode ser tão bela. Eu não diria que ela não tinha cheiro. Não era um aroma de primavera ou de outono, mas algo completamente diferente, não era aroma de terra. Não... Picava a garganta e fazia os olhos lacrimejar."



A autora Svetlana Aleksiévitch trouxe à tona as vozes dessas pessoas, humanos que estavam presentes nesse terrível desastre. Os pensamentos, angústias e medos gerados a partir de Chernobyl são expostos a cada capítulo. Vale salientar que a jornalista bielorrussa conquistou o prêmio nobel de literatura em 2015 também graças ao livro, que foi classificado como "obra polifônica, um monumento do sofrimento e da coragem em nosso tempo". Publicado em 1997, "Vozes de tchernóbil" levou dez anos para ser escrito e reúne entrevistas com testemunhas da maior catástrofe nuclear da história.

As descrições contidas na obra são reais e as mais diversas, mas todas possuem um apelo emocional muito forte, sendo assim, uma espécie de grande reportagem, que traz à tona as mais variadas questões que entornam esse acontecimento. Vale a pena a leitura para saber um pouco mais sobre uma parte da história que precisa ser conhecida também pelo ótica humana, não apenas científica.

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Tentei lembrar qual foi o momento em que vi esse livro pela primeira vez, mas a única certeza que eu tenho é que foi o seu título que me fisgou. Fala sério! Quem nunca ouviu falar do pacto dos 30 ou 40 no qual, se não estiverem com ninguém até essa idade, dois amigos ficam juntos? Quando bati o olho em “Se nada der certo até os 30, você se casa comigo? sabia que seria uma leitura daquelas de tirar o fôlego.
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Muitas vezes os fins são começos. Com os términos, se abrem novos caminhos para recomeçar. E é exatamente assim que é iniciada a narrativa de "Por lugares incríveis". Dois jovens estão prestes a darem fim nas suas vidas quando um se depara com o outro. Violet sempre teve uma vida perfeita, até que sua irmã mais velha morreu em um acidente de carro e apenas ela sobreviveu. Theodore Finch é conhecido como a aberração da escola, tem depressão e sofre ataques violentos do pai. Ambos se encontram quando tudo parecia não ter mais sentido e resolvem procurar motivos para continuar vivendo.

Ninguém sabe da dor do outro. Podemos até imaginar como é passar por determinada situação, mas é impossível viver na pele de alguém, com todas as dores, perdas e memórias. Contudo, quando encontramos alguém com quem podemos contar as coisas tendem a se tornar mais leves. Finch e Violet estão passando por momentos difíceis em suas vidas, mas um trabalho de geografia faz com que a dupla se proponha a conhecer lugares incríveis do estado onde moram e assim acabam descobrindo um ao outro.

Autor: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Número de Páginas: 336 

Essa narrativa arrebata corações. Acho "por lugares incríveis" tão intenso quanto a adolescência, cheio de dramas, de aventuras e de novas descobertas. Nos deparamos com duas vidas bem diferentes uma da outra, mas que se encaixam de uma maneira bem inusitada. Violet tem uma vida aparentemente normal, possui alguns amigos e uma família adorável. Já Finch possui uma família bem apática aos seus sentimentos, pais divorciados e problemas na escola. Por ser narrado em primeira pessoa, mostrando a visão dos dois em capítulos alternados, conhecemos ao desenrolar da história um pouco mais dos sentimentos e vivências de cada um.


A delicadeza que a relação dos dois vai sendo construída, a caracterização de cada personagem, os lugares que eles percorrem possuem uma sutileza sem igual. Ficamos tão imersos na história a ponto de não querer que o livro acabe, mas querendo viver tudo aquilo também. Apesar de existirem momentos na história que são muito tristes, também existem diversos sentimentos lindos que são despertados a cada nova experiência.

“Aprendi que existem coisas boas no mundo, se você procurar por elas. Aprendi que nem todo mundo é uma decepção, incluindo eu mesmo, e que um salto a 383 metros de altura pode parecer mais alto que uma torre do sino se você estiver ao lado da pessoa certa.”

O romance é bem reflexivo. Traz à tona problemáticas que merecem atenção, principalmente nessa era em que a saúde mental sofre duras pancadas constantemente. Esse é um livro necessário. Daqueles que por mais duro que seja, ou que não consigamos compreender completamente determinadas atitudes, é preciso ir até o fim. Com o término da leitura, é impossível não mudar a perspectiva, sair renovado, acreditando que o que importa não é o que levamos, mas sim o que a gente deixa.

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Aposto que alguma vez na sua vida você já quis mudar uma escolha que fez. Nos arrependemos constantemente de atitudes equivocadas, de certos pensamentos e principalmente de oportunidades que deixamos passar. Mas o que você faria se a vida te desse uma segunda chance? se tivesse uma outra oportunidade para mudar o seu passado?
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Não se engane ao ver uma capa bonita e achar que a história será bonitinha também. Cometi esse equívoco ao participar do sorteio do skoob de Impiedosa e me surpreendi de diversas maneiras. Achei que era um romance adolescente, mas me enganei e feio. Apesar de ter como personagens principais um grupo de adolescentes, a história é um thriller eletrizante de terror psicológico que pretende prender a atenção de quem o folheia.
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Você já parou pra pensar quantas coisas deixou de fazer na sua vida por um simples preconceito? Deixou de comer determinada coisa porque alguém te disse que era ruim, não foi em uma festa porque ouviu boatos de que não era legal, criou ranço de uma pessoa por determinada atitude. Esses são apenas alguns exemplos de coisas que deixamos de fazer por uma ideia pré-concebida sem fundamento algum. Comigo foi exatamente assim com “A cabana”. 

Por comentários alheios, achava que encontraria no livro sucesso de vendas de William P. Young uma dose de auto-ajuda e diversas passagens da bíblia (não que isso seja ruim, mas nunca foi meu tipo de leitura favorita). Mas me enganei e feio. Encontrei nele muito mais do que conhecimento divino, mas passei a ver Deus com outros olhos e recebi respostas para diversas dúvidas que tinha a respeito da fé. 

Na narrativa conhecemos a história de Mack, no momento em que sua filha mais nova é raptada e evidências de que ela tenha sido morta são encontradas em uma cabana. Após quatro anos do ocorrido, Mack recebe uma carta o convidando para ir até a cabana e o que ele encontra lá muda sua vida para sempre.


A história envolvida no livro fala não só sobre perda, mas principalmente sobre confiar e amar novamente. Para mim foi uma verdadeira aula sobre fé, amor e como nos equivocamos diversas vezes em nossa vida por acharmos que estamos sempre certos. Acredito que não poderia ter escolhido melhor momento para ler este livro. Ganhei de presente de uma amiga quando o meu coração estava com pressa e repleto de incertezas. Além disso, minha fé é espiritualização estavam em processo de renovação, por isso a experiência foi tão incrível! 

Muitas vezes buscamos respostas apressadamente para coisas que não estão sob nosso controle. Cometemos o equívoco de culpar Deus por cada coisa inesperada ou ruim que acontece em nossa volta. Por vezes achamos que Deus não existe e esquecemos que seu amor é maior do que qualquer coisa e existe propósito em cada coisa que acontece. 

"Eu crio um bem incrível a partir de tragédias indescritíveis, mas isso não significa que as orquestre. Nunca pense que o fato de eu usar algo para um bem maior significa que eu o provoquei ou que preciso dele para realizar meus propósitos. Essa crença só vai levá-lo a idéias falsas a meu respeito. A graça não depende da existência do sofrimento, mas onde há sofrimento você encontrará a graça de inúmeras maneiras"

Não sei como é a reação de quem lê esse livro para quem não crê em um ser superior ou na trindade santa. Mas para mim, que sou católica e uma eterna aprendiz da palavra de Deus, foi uma leitura bastante enriquecedora e prazerosa. Se eu pudesse presentear todas as pessoas que estão se sentindo sozinhas, insuficientes e que estão perdendo a fé, esse com certeza seria um bom livro.

Gostam desse tipo de leitura?  já tiveram algum preconceito literário e queimaram a língua?
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Já imaginou ter tudo o que sempre quis? Um carro legal, morar numa casa imensa, ter um emprego no qual nunca será demitido e uma vida repleta de festas e viagens? A vida de Alicia é assim. Ela perdeu seus pais quando era muito nova, e sua família é constituída apenas pelo avô Narciso, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável.

Alicia já viajou o mundo, é inconsequente e já se meteu em muitas encrencas. Mas após a morte do avô, ela vê sua vida virar de ponta-cabeça, ainda mais quando descobre que no testamento ela foi excluída da herança, já que seu avô alegou que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império, a não ser que esteja devidamente casada.

Relutante em casar, a jovem decide burlar o testamento com um plano maluco e vai em busca de um marido de aluguel. No meio de inúmeros candidatos ela encontra Max, um cara que trabalha em uma das empresas de Narciso, e parece ser a pessoa ideal. Mas será que isso vai dar certo? 

Editora: Verus

Número de páginas: 476

Autora: Carina Rissi


Como já era de se esperar, a obra é muito divertida, repleta de aventura e paixão. Carina Rissi mais uma vez nos apresenta uma história tão boa que não dá vontade de largar a leitura até que se chegue na última página. Quem gosta de um romance clichê, daqueles que o galã da história é super fofo e incrível, pode ter certeza que esse livro é uma boa pedida.

“A cálida ternura que eu sentia por ele ganhou proporções gigantescas naquele momento, até que se tornou insuportável e achei que eu fosse explodir em um milhão de cores.” – Página 218

O processo de amadurecimento da personagem principal é notório. Somos apresentados a uma menina que não pensa no amanhã, mas que ao longo da obra é obrigada a se tornar uma mulher responsável, que luta para ter o que quer, que passa a enxergar o mundo de uma maneira totalmente diferente da que estava acostumada.

No entanto, um ponto que achei negativo é algo que é muito comum nos livros de Carina, a autora costuma extrapolar as páginas necessárias para explicar a narrativa. Ela é muito detalhista e acaba passando um pouco do ponto, fazendo rodeios em uma coisa que podia ser bem direta. Apesar disso, esse é um livro bem leve, com uma leitura super gostosa de se fazer e com personagens cativantes.

O que acham desse tipo de livro?
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Mais um livro do Gabo para conta! Dessa vez, uma de suas obras mais conhecidas. Numa época de casamentos arranjados, relacionamentos que sobreviviam por aparências, da eterna busca pelo prestígio social, nos deparamos com a história de Florentino Ariza e Fermina Daza, que se conheceram no tempo de mocidade e viveram um romance que durou pouco tempo, mas que resistiu às barreiras do tempo. 

Inspirado na história de amor dos seus pais, Gabriel García Márquez nos transporta, através do seu relato, para a América Latina do século XIX em uma história de longa espera. O romance traz a contextualização histórica de uma época repleta de preconceitos, doenças e guerra. Nele, conhecemos um amor ultra-romantizado, que mais parece um amor platônico, onde o reencontro das duas pessoas só ocorre após 50 anos. 

O telegrafista, violinista e poeta Florentino Ariza se apaixona por Fermina Daza, uma respeitável donzela de família. O pai da moça, descobrindo o possível romance, envia sua filha a uma viagem de um ano, na tentativa de fazê-la se esquecer de Florentino. A estratégia funciona. Fermina casa-se com outro homem, considerado um "bom partido". Diante disso, só resta a Florentino esperar ou esquecer. 


A expectativa para saber o final da história é um estímulo para continuar a leitura, que por vezes se torna chata e monótona. No entanto, conhecer os personagens e entender a importância deles para a narrativa, contribui para encontrar o que tem de mais interessante na história. 


“Era ainda jovem demais para saber que a memória do coração elimina as más lembranças e e enaltece as boas e que graças a esse artifício conseguimos suportar o passado.”


Para ser sincera gostei muito do livro. Mas esperava bem mais. É uma história bonita, mas que, ao meu ver, mais se assemelha com obsessão do que ao amor propriamente dito. Um amor utópico, no qual apenas um é realmente apaixonado e o outro segue sua vida normalmente. 

Gostam desse tipo de livro? Já conheciam?
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Imagine uma menina de 16 anos vencendo o prêmio nobel da paz. Pensou? Essa é Malala Yousafzai, que lutou pelo direito à educação das meninas no Paquistão e foi baleada por extremistas do Talibã enquanto voltava da escola. Malala se recusou a permanecer em silêncio no meio de tanta violência e injustiça social que afrontava seu povo e sua região. Sua história é apresentada através do livro escrito em conjunto com a jornalista Christina Lamb. 

Na narrativa conhecemos Malala. Sua família, seus sonhos, suas aspirações, como era a situação em que vivia e como a educação sempre se fez presente na vida dela. Conhecemos uma menina que pode ser vista como à frente do seu tempo, que possuía uma personalidade única e que tinha o apoio do pai para estudar e ser quem quisesse ser.



A política, a geografia do Paquistão e o modo como as mulheres viviam naquela região são muito bem abordadas. Mais do que uma narrativa de vida inspiradora, nos deparamos com detalhes sobre a história e cultura daquele povo. Mesmo demandando uma parte longa no livro, isso contribui consideravelmente para o entendimento da narrativa. 

A luta pelo direito das mulheres é colocada à tona, em uma época na qual a violência estava em evidência no paquistão e que os direitos mais básicos eram deixados de lado. A situação das mulheres no Paquistão ficou ainda mais complicada, se antes elas precisavam da companhia de um homem para sair, depois dos conflitos e do poderio do Talibã na região, as mulheres não tinham mais direito à educação.
“Se defendo meus direitos, os direitos das meninas, não estou defendendo nada de errado. É meu dever agir assim. Deus quer ver como nos comportamos em situações como essa. O Corão diz que “a falsidade será eliminada e a verdade prevalecerá”. Se um homem, Fazlullah, pode destruir tudo, por que uma jovem não pode mudar isso?, eu me perguntava”. 


A obra é dividida em cinco partes que explanam o vale que morava, como era a vida antes do Talibã tomar conta da região em que vivia, o momento em que foi atingida pelo tiro, quando ficou entre a vida e a morte e o que aconteceu após isso. Uma história inspiradora que nos mostra como Malala Yousafzai se tornou um dos maiores símbolos mundiais da luta pela educação de meninas.

Conhecem a história de Malala? Me contem nos comentários.
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Imagine um amor. Um amor devastador. Daqueles que parece um furacão, impossível de esquecer. Pensou? Essa é a história de amor da encantadora Lavínia e do fotógrafo Cauby. Em “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, de Marçal Aquino, somos transportados para o interior do Pará e nos deparamos com uma narrativa repleta de paixão, erotismo e bastante envolvente.  

Confesso que já tinha escutado coisas muito positivas a respeito do autor, escritor, jornalista e roteirista brasileiro, mas o que me fisgou nesta obra com certeza foi o título sugestivo. É impossível não associar essa frase às pessoas perdidamente apaixonadas. “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios” foi escrito em 2005 e adaptado para o cinema em 2012. 

Cauby narra ao longo do livro sua história com Lavínia, uma mulher sedutora e casada com um pastor. Conhecemos sua história tão de perto e tão profundamente, que ela passa a ser o centro de toda a narrativa, assim como na vida do fotógrafo.


  • Capa comum: 232 páginas;
  • Editora: Companhia das Letras;
  • Autor: Marçal Aquino
A escrita do livro tem uma beleza e um quê de originalidade sem igual. Apesar dos diálogos não serem identificados pelo travessão, a leitura ocorre de uma maneira tão fluida que é impossível se perder nas palavras. Por vezes os diálogos do passado e presente se misturam, mas sem embaralhar a mente do leitor. As frases possuem imensa coesão sem precisar de item conectivo. Parece poesia. 

As palavras escolhidas, os sinônimos presentes, as citações em cada página são sensacionais. Os personagens são tão marcantes e com personalidades tão características, o ritmo da história é tão envolvente e instigante, que as páginas são devoradas sem ao menos o leitor se dar conta. 


Como se já não bastasse toda a riqueza da obra, ainda somos apresentados ao professor filósofo Schianberg, criado por Aquino e que é citado inúmeras vezes ao longo da história. As citações desse professor se encaixam na narrativa de maneira tão certeira, na tentativa de explicar loucuras da vida e os atos das pessoas apaixonadas.

“Retomo o livro e leio mais um trecho grifado: o professor Schianberg diz que a natureza do amor, de não nos permitir escolher por quem nos apaixonamos, é uma rota que pode conduzir à ruína. Entendo por que Schianberg escreveu isso. E dou razão a ele. Alguns amores levam à ruína. Eu soube disso desde a primeira vez em que Lavínia entrou na minha casa.” 

Este é um livro para ser devorado. Um livro que mistura as mais diversas emoções e sentimentos. O amor e sua intensidade são muito bem apresentados na obra. Vale a pena a leitura!
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Um clássico da literatura e considerado uma das primeiras distopias modernas, “Admirável mundo novo” é uma obra que precisa ser lida. Assim como 1984, Farenheit 451 e Laranja Mecânica, esse é um tipo de livro que nos faz refletir sobre um futuro pessimista para a sociedade. Aldous Huxley trouxe na trama críticas à época em que vivia e conseguiu fazer muitas previsões sobre o rumo político e o progresso da ciência.

A narrativa ocorre por volta de 2500, ou “por volta do ano 600 da era fordista”, referência a Henry Ford, inventor de um método de organização do trabalho para a produção em série e da padronização das peças. A técnica transformou os trabalhadores em robôs repetindo o mesmo gesto o dia inteiro. No romance, nos deparamos com a perspectiva tenebrosa de uma sociedade totalitária fascinada pelo progresso científico, uma sociedade desumanizada, desprovida de sentimentos e que aparenta uma eterna felicidade. Um mundo em que as relações pessoais dotadas de sentimento não são aceitáveis.


As relações familiares são inexistentes. As pessoas nascem a partir de uma máquina e o Estado determina a classe social e o papel de cada indivíduo na sociedade. Por se tratar de um governo totalitário, na narrativa aparentemente todos são felizes e aceitam pacificamente o destino traçado para cada um.  Os seres humanos não são mais vivíparos, agora eles são “produzidos” em indústrias especializadas segundo modelos variados, de acordo com tarefas atribuídas a cada indivíduo e condicionados a viver de uma maneira predisposta antes mesmo de vir ao mundo.

Título: Admirável Mundo Novo
Título Original: Brave New World
Autor: Aldous Huxley
Editora: Globo Livros (selo Biblioteca azul)

O livro foi escrito há aproximadamente 70 anos, numa época aparentemente distante, mas que está mais próxima da realidade do que se poderia imaginar décadas atrás. A história mostra o controle de cidadãos a partir do uso de uma droga fictícia chamada soma. "Soma" pode ser entendida hoje por diversos outros vícios, como é o caso das redes sociais, pois possibilita uma conexão com amigos e estranhos próximos de modo falso. 

“O mundo infinitamente amável, muito colorido e aconchegante do soma. Que gentis, que bonitos e deliciosamente alegres todos estavam!” — Aldous Huxley, Admirável mundo novo 

Admirável Mundo Novo nos ajuda a compreender a dimensão dos riscos diante dos avanços científicos com os quais nos deparamos por todos os lados, que põem em perigo o futuro do nosso planeta e também da humanidade. Sem nos dar conta, deixamos  a humanidade de lado e nos assemelhamos cada vez mais à robôs. 

Um verdadeiro bombardeio de metáforas que propõem diversas reflexões. Já leram? Me contem nos comentários!
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A vida que ninguém vê retrata o que seu próprio título já diz. Histórias de pessoas comuns, que fazem parte do cotidiano de milhares de habitantes espalhados pelo mundo. Personalidades invisíveis com histórias marcantes. Criaturas que não são notadas, que vivem na rua, marginalizadas. Espalhadas pelo Brasil afora, nas calçadas, nos hospitais, nas comunidades, que passam e não são observadas. 

São 21 crônicas curtas, emotivas, repletas de metáforas, que conseguem prender o leitor do início ao fim das páginas. Apesar de pequenos, os contos são uma verdadeira lição de vida para quem lê. É impossível não lembrar dos tantos Antônios, fridas, Camilas e sapos que passaram pelas nossas manhãs apressadas e corridas, em que apenas nossa vida importa e a dos outros é uma ilha inabitável, que não nos diz respeito. Pessoas que jamais virariam notícia na pauta convencional do jornalismo. Pessoas ignoradas por nós e esquecidas pela vida. 

“Debaixo de um sinal vermelho, o som entrando pelo vidro fechado, ameaçador como um Alien. O som entrando pela janela que você cerrou para se defender do ataque à sua consciência. Você rezando para que o sinal mude de cor, fique verde, não de esperança, mas verde de fuga. Sinal livre para escapar do rosto da menina grudado na janela. Sujando seu patrimônio. Obrigando-o a tomar conhecimento da miséria dela. Você, que paga seus impostos em dia, colabora com a campanha do agasalho, que até é um cara bacana. Subitamente transformado em réu no tribunal do sinal fechado por um rosto ranhento de criança. Você, quase com certeza, ouviu esse hino. Pois saiba. A menina que o compôs morreu no domingo. Nunca mais ela assombrará a sua janela.” 

Informações Técnicas 

Ano de Lançamento: 2006
Editora: Arquipélago Editorial
Número de Páginas: 208 

A autora do livro, Eliane Brum, é uma jornalista, escritora e documentarista brasileira. Trabalhou como repórter do jornal Zero Hora e na Revista Época. A jornalista possui atualmente uma coluna quinzenal no jornal El País e também é colaboradora do jornal britânico The Guardian. Tem seis livros publicados e conquistou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. A vida que ninguém vê foi reconhecida com o Prêmio Jabuti 2007 de melhor livro de reportagem. 

É importante ressaltar a sensibilidade da autora, que escolhe as palavras e frases certas nos momentos ideais. Brum é uma incansável caçadora de histórias que consegue contar com maestria uma pequena parte da vida de humanos anônimos. Ela consegue arrancar do leitor uma dose de atenção e compaixão para essas pessoas que todos os dias são esquecidas. É impossível não se colocar no lugar do outro. Ao enxergar de perto a dor dessas pessoas, nos transportamos para a pele dessa gente que mesmo diante de tanto sofrimento, resiste. 

Gostam de livros assim? já leram alguma coisa da autora?
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Jornalista. Blogueira desde 2011. Metade de mim é amor, a outra metade é fluminense, séries e los hermanos. Se você gosta disso, de indicações de filmes, livros e muito mais, esse é o lugar certo.

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